“O Projeto é o Rascunho do amanha”

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Finale 'Hush, hush - Becca Fitzpatrick



Finale

Por onde começar a descrever as intenças emoções que senti com este livro? Dizer que o ar condicionado ligado na temperatura mínima não foi suficiente para fazer-me parar de transpirar, acalmar meus hormônios, diminuir o imenso calor que senti, ajuda?! Como faço para voltar a minha vida? Não posso simplesmente seguir em frente. Voltar parece insignificante de mais, não vejo motivos para isso, quero continuar neste mundo, gostaria de fazer parte dele.
Foi tudo tão rápido e tão envolvente que a cada página eu sentia a necessidade de ler mais rápido, mais rápido e mais rápido, e ainda assim não era suficiente.
Nora teve de enfrentar a maior batalha de toda sua vida. Liderar um exército nefilim tornou-se algo insignificante comparado aos obstáculos que ela teve que enfrentar a cada dia nesta nova jornada: ciúmes, vergonha, traição, medo, amor, ódio, poder, tristeza, alegria... Mas ela não estava sozinha, tinha Patch, e seus amigos Vee e Scott.
Infelizmente, nem todos tiveram um final feliz. A vida é uma caixinha de surpresas... Se a luta for difícil, morreremos lutando, temos que tentar! Não venceremos sempre, mas seremos eternamente lembrados como herois por aqueles que ficaram. Essa é minha homenagem a Scott, que lembrarei com carinho... Para Vee, mandarei uma caixa de donuts e uma dieta incrível para perder algus quilinhos. E para Patch e Nora... Ah, para Patch e Nora meus sinceros agradecimentos por me ensinarem que jamais devemos desistir, e que amar é ua virtude! 

.Milke

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Silêncio 'Hush, Hush - Becca Fitzpatrick


Silêncio

Quando Nora enfim descobre tudo que aconteceu com seu pai, algo que lhe assombrara desde que fora assassinado, e mais, quando descobre quem ela realmente é, suas lembranças são apagadas, e ela torna-se vulnerável quando mais precisava ser forte. Mas não há como fugir do passado, não há forma de negar suas origens, principalmente quando os laços são sanguíneos.
Nora terá que enfrentar tudo de novo: anjos caídos, arcanjos, nefilins... Algo que estará cada vez mais presente em sua vida, seu sangue. Mas nesta nova aventura, ela contará com a ajuda de Scott e Jev, que não suporta a distância entre eles, e está disposto a tudo para viver essa história de amor, que a cada dia que passa, torna-se mais complicada, ainda mais quando ambos fazem parte de uma guerra e lutam em lados opostos. E então, será que o amor realmente supera tudo...?

.Milke

Crescendo 'Hush, Hush - Becca Fitzpatrick


Crescendo

Já ouviram aquele ditado "quem procura acha"?! Nora foi em busca de seu passado, mas nem mesmo ela conseguia acreditar no que encontrava. Cada página trazia consigo pequenas pistas, algumas revelações que nos deixavam tão intrigados quanto ela. E o que fazer quando descobrir que seu passado não é nada? Que toda história construída até então não passa de um castelo de areia que está desmoronando...? Em meio a tudo isso, como lidar com os sentimentos de amor, ódio, medo e traição? Em quem confiar?
"Crescendo" nos trouxe uma mistura de emoções e sentimentos com destino a uma viagem sem volta, na qual uma escolha mal feita, ou um passo errado, nos da uma passagem, somente de ida, para o céu... ou para o inferno.

.Milke

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sussurro 'Hush, Hush - Becca Fitzpatrick


Sussurro

Que tal trocar Bebedores de Sangue por Asas?
A paixão de um anjo caído é tão perigosa quanto ele. E corresponder a esta paixão pode ser perigoso a tal ponto que se perca a vida.
Nora está diante de um cara cheio de segredos, e saber algo sobre ele pode ser tão assustador quanto continuar no escuro. Afinal, todo mundo tem segredos, e alguns, quando desvendados, podem mudar o rumo das coisas, completamente.

.Milke

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Cortiço

O Cortiço - resumo e análise da obra de Aluísio de Azevedo

Tendo como cenário uma habitação coletiva, o romance difunde as teses naturalistas, que explicam o comportamento dos personagens com base na influência do meio, da raça e do momento histórico
Ao ser lançado, em 1890, O Cortiço teve boa recepção da crítica, chegando a obscurecer escritores do nível de Machado de Assis. Isso se deve ao fato de Aluísio de Azevedo estar mais em sintonia com a doutrina naturalista, que gozava de grande prestígio na Europa. O livro é composto de 23 capítulos, que relatam a vida em uma habitação coletiva de pessoas pobres (cortiço) na cidade do Rio de Janeiro.
O romance tornou-se peça-chave para o melhor entendimento do Brasil do século XIX. Evidentemente, como obra literária, ele não pode ser entendido como um documento histórico da época. Mas não há como ignorar que a ideologia e as relações sociais representadas de modo fictício em O Cortiço estavam muito presentes no país.

RIGOR CIENTÍFICO Essa criação de Aluísio de Azevedo tem como influência maior o romance L’Assommoir, do escritor francês Émile Zola, que prescreve um rigor científico na representação da realidade. A intenção do método naturalista era fazer uma crítica contundente e coerente de uma realidade corrompida. Zola e, neste caso, Aluísio combatem, como princípio teórico, a degradação causada pela mistura de raças.
Por isso, os dois romances naturalistas são constituídos de espaços nos quais convivem desvalidos de várias etnias. Esses espaços se tornam personagens do romance.

É o caso do cortiço, que se projeta na obra mais do que os próprios personagens que ali vivem. Um exemplo pode ser visto no seguinte trecho:

“E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado defronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas raízes, piores e mais grossas do que serpentes, minavam por toda a parte, ameaçando rebentar o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo.”

O narrador compara o cortiço a uma estrutura biológica (floresta), um organismo vivo que cresce e se desenvolve, aumentando as forças daninhas e determinando o caráter moral de quem habita seu interior.

NARRADOR A obra é narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (que tem conhecimento de tudo), como propunha o movimento naturalista. O narrador tem poder total na estrutura do romance: entra no pensamento dos personagens, faz julgamentos e tenta comprovar, como se fosse um cientista, as influências do meio, da raça e do momento histórico.

O foco da narração, a princípio, mantém uma aparência de imparcialidade, como se o narrador se apartasse, à semelhança de um deus, do mundo por ele criado. No entanto, isso é ilusório, porque o procedimento de representar a realidade de forma objetiva já configura uma posição ideologicamente tendenciosa.

TEMPO
Em O Cortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio, meio e desfecho da narrativa. A história se desenrola no Brasil do século XIX, sem precisão de datas. Há, no entanto, que ressaltar a relação do tempo com o desenvolvimento do cortiço e com o enriquecimento de João Romão.

ESPAÇO
São dois os espaços explorados na obra. O primeiro é o cortiço, amontoado de casebres mal-arranjados, onde os pobres vivem. Esse espaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classes baixas. Funciona como um organismo vivo. Junto ao cortiço estão a pedreira e a taverna do português João Romão.

O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço, é o sobrado aristocratizante do comerciante Miranda e de sua família. O sobrado representa a burguesia ascendente do século XIX. Esses espaços fictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo, explorando a exuberante natureza local como meio determinante. Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona como elemento corruptor do homem local.


ENREDO O livro narra inicialmente a saga de João Romão rumo ao enriquecimento. Para acumular capital, ele explora os empregados e se utiliza até do furto para conseguir atingir seus objetivos. João Romão é o dono do cortiço, da taverna e da pedreira. Sua amante, Bertoleza, o ajuda de domingo a domingo, trabalhando sem descanso.

Em oposição a João Romão, surge a figura de Miranda, o comerciante bem estabelecido que cria uma disputa acirrada com o taverneiro por uma braça de terra que deseja comprar para aumentar seu quintal. Não havendo consenso, há o rompimento provisório de relações entre os dois.

Com inveja de Miranda, que possui condição social mais elevada, João Romão trabalha ardorosamente e passa por privações para enriquecer mais que seu oponente. Um fato, no entanto, muda a perspectiva do dono do cortiço. Quando Miranda recebe o título de barão, João Romão entende que não basta ganhar dinheiro, é necessário também ostentar uma posição social reconhecida, freqüentar ambientes requintados, adquirir roupas finas, ir ao teatro, ler romances, ou seja, participar ativamente da vida burguesa.

No cortiço, paralelamente, estão os moradores de menor ambição financeira. Destacam-se Rita Baiana e Capoeira Firmo, Jerônimo e Piedade. Um exemplo de como o romance procura demonstrar a má influência do meio sobre o homem é o caso do português Jerônimo, que tem uma vida exemplar até cair nas graças da mulata Rita Baiana. Opera-se uma transformação no português trabalhador, que muda todos os seus hábitos.

A relação entre Miranda e João Romão melhora quando o comerciante recebe o título de barão e passa a ter superioridade garantida sobre o oponente. Para imitar as conquistas do rival, João Romão promove várias mudanças na estalagem, que agora ostenta ares aristocráticos.
O cortiço todo também muda, perdendo o caráter desorganizado e miserável para se transformar na Vila João Romão.

O dono do cortiço aproxima-se da família de Miranda e pede a mão da filha do comerciante em casamento. Há, no entanto, o empecilho representado por Bertoleza, que, percebendo as manobras de Romão para se livrar dela, exige usufruir os bens acumulados a seu lado.
Para se ver livre da amante, que atrapalha seus planos de ascensão social, Romão a denuncia a seus donos como escrava fugida. Em um gesto de desespero, prestes a ser capturada, Bertoleza comete o suicídio, deixando o caminho livre para o casamento de Romão.

ALEGORIA DO BRASIL
Mais do que empregar os preceitos do naturalismo, a obra mostra práticas recorrentes no Brasil do século XIX. Na situação de capitalismo incipiente, o explorador vivia muito próximo ao explorado, daí a estalagem de João Romão estar junto aos pobres moradores do cortiço. Ao lado, o burguês Miranda, de projeção social mais elevada que João Romão, vive em seu palacete com ares aristocráticos e teme o crescimento do cortiço. Por isso pode-se dizer que O Cortiço não é somente um romance naturalista, mas uma alegoria do Brasil.

O autor naturalista tinha uma tese a sustentar sua história. A intenção era provar, por meio da obra literária, como o meio, a raça e a história determinam o homem e o levam à degenerescência.
A obra está a serviço de um argumento. Aluísio se propõe a mostrar que a mistura de raças em um mesmo meio desemboca na promiscuidade sexual, moral e na completa degradação humana. Mas, para além disso, o livro apresenta outras questões pertinentes para pensar o Brasil, que ainda são atuais, como a imensa desigualdade social.

Iracema

"Iracema" - Leia os trechos comentados do livro de José de Alencar

Trecho 1
“– Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O Pajé riu; e seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha. – Ouve seu trovão e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza. Araquém proferindo essa palavra terrível, avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão; súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo. Irapuã não tremeu, nem enfiou de susto; mas sentiu estremecer a luz nos olhos, e a voz nos lábios. – O senhor do trovão é por ti; o senhor da guerra será por Irapuã: disse o chefe. O torvo guerreiro deixou a cabana (...)”.
Comentário
O pajé Araquém salva Martim das garras do impiedoso Irapuã graças a um interessante estratagema. A cabana do pajé era construída sobre uma galeria subterrânea, cuja entrada, secreta, ficava fechada com uma pedra. Quando Araquém quis provar que Tupã, o deus do trovão, estava com ele, retirou a pedra enquanto batia com o pé no chão. Ao ver o grande buraco e ouvir o som do ar que saía da galeria, Irapuã julgou ser aquele um poder sobrenatural, o poder de um deus que ele – mero mortal, apesar de valoroso guerreiro – não poderia enfrentar.



Trecho 2“Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu.”

Comentário Na descrição do primeiro encontro entre Martim e Iracema, a índia está dormindo após ter se banhado e acorda com um ruído que o deslumbrado Martim produzira. O amor do colonizador e da índia está sempre perto do sono – como na cena da perda da virgindade – e, nesse caso, duplamente próximo do sono, uma vez que Martim é flechado por Iracema e fica à beira da morte, entregue aos braços protetores da amada. Iracema é como a deusa Diana, que, ao ser flagrada nua por Ácteon, castiga violentamente o furtivo visitante. Mas é ainda uma Diana às avessas, uma vez que o castigo de Martim é também uma bênção. Um amor tão intenso só poderia nascer de forma equivalente. O platonismo da situação é evidente, e a flecha de Iracema é como a flecha de Cupido, símbolo de um amor fatal.

Dom Casmurro

Dom Casmurro, de Machado de Assis, traz memórias de um personagem amargurado que acredita ter sido traído pela mulher

Bento Santiago, o amargurado e solitário personagem-narrador, diz ter sido traído por Capitu. Esse suposto adultério é pano de fundo para que Machado de Assis introduza de forma inovadora questões relativas à situação da mulher
Publicado pela primeira vez em 1899, Dom Casmurro é uma das grandes obras de Machado de Assis e confirma o olhar certeiro e crítico que o autor estendia sobre toda a sociedade brasileira. Também a temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da litera-tura brasileira: Capitu.

MUITAS LEITURAS
Há uma discussão em torno da obra que alimenta os espíritos mais inflamados: Capitu traiu ou não seu marido Bento Santiago, o Bentinho?

O romance, entretanto, presta-se a muitas leituras, e é interessante ver como a recepção ao livro se modificou com o passar do tempo. Quando foi lançado, era visto como o relato inquestionável de uma situação de adultério, do ponto de vista do marido traído. Depois dos anos 1960, quando questões relativas aos direitos da mulher assumiram importância maior em todo o mundo, surgiram interpretações que indicavam outra possibilidade: a de que a narrativa pudesse ser expressão de um ciúme doentio, que cega o narrador e o faz conceber uma situação imaginária de traição.
Machado de Assis, autor sutil e de penetração aguda em questões sociais, arma o problema e testa seu leitor. É impressionante como isso vale ainda hoje, mais de um século depois do lançamento do livro. O romance é a história de um homem de posses que ama uma moça pobre e esperta e se casa com ela. Em sua velhice, ele escreve um romance de memórias para compreender melhor a vida.

Capitu, até a metade do livro, é quem dá as cartas na relação. É inteligente, tem iniciativa, procura articular maneiras de livrá-lo do seminário etc. Trata-se de uma garota humilde, mas avançada e independente, muito diferente da mulher vista como modelo pela sociedade patriarcal do século XIX. Nesse sentido, Capitu representa no livro duas categorias sociais marginalizadas no Brasil oitocentista: os pobres e as mulheres. A personagem acabará por “perturbar” a família abastada, ao casar-se com o homem rico.

Percebe-se, por isso, o peso do possível adultério em suas costas. Não se trata apenas de uma questão conjugal entre iguais, mas de uma condenação de classe. Bentinho utiliza o arbítrio da palavra para culpar sua esposa. Mas é ele quem narra os acontecimentos e, por isso, pode manipular os fatos da maneira que melhor lhe convém. Não se sabe até que ponto os fatos relatados correspondem ao que ocorreu, ou são uma interpretação feita pelo personagem, que, além de tudo, escreve que não tem boa memória.

Nesse sentido, a questão central do livro não é o adultério, e sim como Machado introduz na literatura brasileira o problema das classes e, ainda, de forma inovadora, a questão da mulher. Dom Casmurro coloca no centro de sua temática a menina que não se deixa comandar e, em virtude disso, perturba a ordem vigente naquele ambiente social estreito e conservador.

ENREDO O romance inicia-se numa situação posterior a todos os seus acontecimentos. Bento Santiago, já um homem de idade, conta ao leitor como recebeu a alcunha de Dom Casmurro. A expressão fora inventada por um jovem poeta, que tentara ler para ele no trem alguns de seus versos. Como Bento cochilara durante a leitura, o rapaz ficou chateado e começou a chamá-lo daquela forma.

O narrador inicia então o projeto de rememorar sua existência, o que ele chama de “atar as duas pontas da vida”. O leitor é apresentado à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão da rua de Matacavalos.

O primeiro fato relevante narrado é também seu primeiro motivo de preocupação. Bentinho escuta uma conversa entre José Dias e dona Glória: ela pretende mandá-lo ao seminário no cumprimento de uma promessa feita pouco antes de seu nascimento. A mãe, que já havia perdido um filho, prometera que, se o segundo filho nascesse “varão”, ela faria dele padre. Na conversa, dona Glória soubera da amizade estreita entre o menino e a filha de Pádua, Capitolina.

Bentinho fica furioso com José Dias, que o denunciara, e expõe a situação a Capitu. A menina ouve tudo com atenção e começa a arquitetar uma maneira de Bentinho escapar do seminário, mas todos os seus planos fracassam. O garoto segue para o seminário, mas, antes de partir, sela, com um beijo em Capitu, a promessa de que se casaria com ela.

No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, que se torna seu melhor amigo. Em uma visita a sua família, Bentinho leva Escobar e Capitu o conhece.

Enquanto Bentinho estuda para se tornar padre, Capitu estreita relações com dona Glória, que passa a ver com bons olhos a relação do filho com a garota. Dona Glória ainda não sabe, contudo, como resolver o problema da promessa e pensa em consultar o papa. Escobar é quem encontra a solução: a mãe, em desespero, prometera a Deus um sacerdote que não precisava, necessariamente, ser Bentinho. Por isso, no lugar dele, um escravo é enviado ao seminário e ordena-se padre.

TRISTE E NOSTÁLGICO
Bentinho vai estudar direito no Largo de São Francisco, em São Paulo. Quando conclui os estudos, torna-se o doutor Bento de Albuquerque Santiago. Ocorre então o casamento tão esperado entre Bento e Capitu. Escobar, por seu lado, casara-se com Sancha, uma antiga amiga de colégio de Capitu. Capitu e Bentinho formam um “duo afinadíssimo”.

Essa felicidade, entretanto, começa a ser ameaçada com a demora do casal em ter um filho. Escobar e Sancha não encontram a mesma dificuldade: têm uma bela menina, a quem colocam o nome de Capitolina.

Depois de alguns anos, Capitu finalmente tem um filho, e o casal pode retribuir a homenagem que Escobar e Sancha lhe haviam prestado: o filho é batizado com o nome de Ezequiel.

Os casais passam a conviver intensamente. Bento vê uma semelhança terrível entre o pequeno Ezequiel e seu amigo Escobar, que, numa de suas aventuras na praia – o personagem era excelente nadador –, morre afogado.

Bento enxerga no filho a figura do amigo falecido e fica convencido de que fora traído pela mulher. Resolve suicidar-se bebendo uma xícara de café envenenado. Quando Ezequiel entra em seu escritório, decide matar a criança, mas desiste no último momento. Diz ao garoto, então, que não é seu pai. Capitu escuta tudo e lamenta-se pelo ciúme de Bentinho, que, segundo ela, fora despertado pela casualidade da semelhança.

Após inúmeras discussões, o casal decide separar-se. Arruma-se uma viagem para a Europa com o intuito de encobrir a nova situação, que levantaria muita polêmica. O protagonista retorna sozinho ao Brasil e se torna, pouco a pouco, o amargo Dom Casmurro. Capitu morre no exterior e Ezequiel tenta reatar relações com ele, mas a semelhança extrema com Escobar faz com que Bento Santiago o rejeite novamente.

O destino de Ezequiel é infeliz: ele morre de febre tifóide durante uma pesquisa arqueológica em Jerusalém.

Triste e nostálgico, o narrador constrói uma casa que imita sua casa de infância, na rua de Matacavalos. O próprio livro é também uma tentativa de recuperar o sentido de sua vida. No fim, o narrador parece menosprezar um pouco a própria criação. Convence-se de que o melhor a fazer agora é escrever outra obra sobre “a história dos subúrbios”.

NARRADOR O narrador é Bento Santiago, transformado já no velho Dom Casmurro. O foco narrativo é, portanto, em primeira pessoa e toda a narrativa é uma lembrança do personagem sobre sua vida, desde os tempos de criança, quando ainda era chamado de Bentinho.

TEMPO
O tempo da narrativa é psicológico, e não cronológico. Esse recurso é chamado impressionismo, porque o narrador se detém nas experiências que marcaram sua subjetividade. Seria usada pelo escritor francês Marcel Proust em sua obra Em Busca do Tempo Perdido. A falibilidade da memória surge como fator de complexidade, uma vez que uma lembrança só pode ser acessada de um momento presente.

Os acontecimentos, então, passam pelo filtro da subjetividade presente. É por isso que a descrição que o narrador faz de Capitu, como uma pessoa volúvel e sensual, deve ser posta em dúvida pelo leitor. O sentimento de ciúme exacerbado de Bento pode ter desvirtuado a figura da personagem.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas - resumo e análise da obra de Machado de Assis

Ao criar um narrador que resolve contar sua vida depois de morto, Machado de Assis muda radicalmente o panorama da literatura brasileira, além de expor de forma irônica os privilégios da elite da época
Publicado em 1881, o livro aborda as experiências de um filho abastado da elite brasileira do século XIX, Brás Cubas. Começa pela sua morte, descreve a cena do enterro, dos delírios antes de morrer, até retornar a sua infância, quando a narrativa segue de forma mais ou menos linear – interrompida apenas por comentários digressivos do narrador.

NARRADOR A narração é feita em primeira pessoa e postumamente, ou seja, o narrador se autointitula um defunto-autor – um morto que resolveu escrever suas memórias. Assim, temos toda uma vida contada por alguém que não pertence mais ao mundo terrestre. Com esse procedimento, o narrador consegue ficar além de nosso julgamento terreno e, desse modo, pode contar as memórias da forma como melhor lhe convém.

FOCO NARRATIVO
Com a narração em primeira pessoa, a história é contada partindo de um relato do narrador-observador e protagonista, que conduz o leitor tendo em vista sua visão de mundo, seus sentimentos e o que pensa da vida. Dessa maneira, as memórias de Brás Cubas nos permitirão ter acesso aos bastidores da sociedade carioca do século XIX.

TEMPO
A obra é apoiada em dois tempos. Um é o tempo psicológico, do autor além-túmulo, que, desse modo, pode contar sua vida de maneira arbitrária, com digressões e manipulando os fatos à revelia, sem seguir uma ordem temporal linear. A morte, por exemplo, é contada antes do nascimento e dos fatos da vida.

No tempo cronológico, os acontecimentos obedecem a uma ordem lógica: infância, adolescência, ida para Coimbra, volta ao Brasil e morte. A estranheza da obra começa pelo título, que sugere as memórias narradas por um defunto. O próprio narrador, no início do livro, ressalta sua condição: trata-se de um defunto-autor, e não de um autor defunto. Isso consiste em afirmar seus méritos não como os de um grande escritor que morreu, mas de um morto que é capaz de escrever.

O pacto de verossimilhança sofre um choque aqui, pois os leitores da época, acostumados com a linearidade das obras (início, meio e fim), veem-se obrigados a situar-se nessa incomum situação.
ENREDO
A infância de Brás Cubas, como a de todo membro da sociedade patriarcal brasileira da época, é marcada por privilégios e caprichos patrocinados pelos pais. O garoto tinha como “brinquedo” de estimação o negrinho Prudêncio, que lhe servia de montaria e para maus-tratos em geral. Na escola, Brás era amigo de traquinagem de Quincas Borbas, que aparecerá no futuro defendendo o humanitismo, misto da teoria darwinista com o borbismo: “Aos vencedores, as batatas”, ou seja: só os mais fortes e aptos devem sobreviver.

Na juventude do protagonista, as benesses ficam por conta dos gastos com uma cortesã, ou prostituta de luxo, chamada Marcela, a quem Brás dedica a célebre frase: “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”. Essa é uma das marcas do estilo machadiano, a maneira como o autor trabalha as figuras de linguagem. Marcela é prostituta de luxo, mas na obra não há, em nenhum momento, a caracterização nesses termos. Machado utiliza a ironia e o eufemismo para que o leitor capte o significado. Brás Cubas não diz, por exemplo, que Marcela só estava interessada nos caros presentes que ele lhe dava. Ao contrário, afirma categoricamente que ela o amou, mas fica claro que, naquela relação, amor e interesse financeiro estão intimamente ligados.

Apaixonado por Marcela, Brás Cubas gasta enormes recursos da família com festas, presentes e toda sorte de frivolidades. Seu pai, para dar um basta à situação, toma a resolução mais comum para as classes ricas da época: manda o filho para a Europa estudar leis e garantir o título de bacharel em Coimbra.

Brás Cubas, no entanto, segue contrariado para a universidade. Marcela não vai, como combinara, despedir-se dele, e a viagem começa triste e lúgubre.

Em Coimbra, a vida não se altera muito. Com o diploma nas mãos e total inaptidão para o trabalho, Brás Cubas retorna ao Brasil e segue sua existência parasitária, gozando dos privilégios dos bem-nascidos do país.

Em certo momento da narrativa, Brás Cubas tem seu segundo e mais duradouro amor. Enamora-se de Virgília, parente de um ministro da corte, aconselhado pelo pai, que via no casamento com ela um futuro político. No entanto, ela acaba se casando com Lobo Neves, que arrebata do protagonista não apenas a noiva como também a candidatura a deputado que o pai preparava.

A família dos Cubas, apesar de rica, não tinha tradição, pois construíra a fortuna com a fabricação de cubas, tachos, à maneira burguesa. Isso não era louvável no mundo das aparências sociais. Assim, a entrada na política era vista como maneira de ascensão social, uma espécie de título de nobreza que ainda faltava a eles.

NÃO-REALIZAÇÕES
O romance não apresenta grandes feitos, não há um acontecimento significativo que se realize por completo. A obra termina, nas palavras do narrador, com um capítulo só de negativas. Brás Cubas não se casa; não consegue concluir o emplasto, medicamento que imaginara criar para conquistar a glória na sociedade; acaba se tornando deputado, mas seu desempenho é medíocre; e não tem filhos.

A força da obra está justamente nessas não-realizações, nesses detalhes. Os leitores ficam sempre à espera do desenlace que a narrativa parece prometer. Ao fim, o que permanece é o vazio da existência do protagonista. É preciso ficar atento para a maneira como os fatos são narrados. Tudo está mediado pela posição de classe do narrador, por sua ideologia. Assim, esse romance poderia ser conceituado como a história dos caprichos da elite brasileira do século XIX e seus desdobramentos, contexto do qual Brás Cubas é, metonimicamente, um representante.

O que está em jogo é se esses caprichos vão ou não ser realizados. Alguns exemplos: a hesitação ao começar a obra pelo fim ou pelo começo; comparar suas memórias às sagradas escrituras; desqualificar o leitor: dar-lhe um piparote, chamá-lo de ébrio; e o próprio fato de escrever após a morte. Se Brás Cubas teve uma vida repleta de caprichos, em virtude de sua posição de classe, é natural que, ao escrever suas memórias, o livro se componha desse mesmo jeito.

O mais importante não é a realização ou não dessas veleidades, mas o direito de tê-las, que está reservado apenas a uns poucos da sociedade da época. Veja-se o exemplo de Dona Plácida e do negro Prudêncio. Ambos são personagens secundários e trabalham para os grandes. A primeira nasceu para uma vida de sofrimentos: “Chamamos-te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado pro outro, na faina, adoecendo e sarando…”, descreve Brás. Além da vida de trabalhos e doenças e sem nenhum sabor, Dona Plácida serve ainda de álibi para que Brás e Virgília possam concretizar o amor adúltero numa casa alugada para isso.

Com Prudêncio, vê-se como a estrutura social se incorpora ao indivíduo. Ele fora escravo de Brás na infância e sofrera os espancamentos do senhor. Um dia, Brás Cubas o encontra, depois de alforriado, e o vê batendo num negro fugitivo. Depois de breve espanto, Brás pede para que pare com aquilo, no que é prontamente atendido por Prudêncio. O ex-escravo tinha passado a ser dono de escravo e, nessa condição, tratava outro ser humano como um animal. Sua única referência de como lidar com a situação era essa, afinal era o modo como ele próprio havia sido tratado anteriormente. Prudêncio não hesita, porém, em atender ao pedido do ex-dono, com o qual não tinha mais nenhum tipo de dívida nem obrigação a cumprir.

CONCLUSÃO
Machado alia nesse romance profundidade e sutileza, expondo muitos problemas de nossa sociedade que existem até hoje. Daí o prazer da leitura e a importância de seu texto, pois atualiza, de forma irônica, os processos em que nosso país foi formado, suas contradições e os desmandos que ainda estão presentes.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desenhos que deixaram saudade!

APROVEITANDO QUE O BLOG FALA SOBRE COISAS ANTIGAS E TD MAIS... ESTÃO AII UNS DESENHOS QUE MUITAS PESSOAL ASSISTIRAM E QUE SENTEM FALTA!!!!

É uma “pequena” seleção… ficaram alguns desenhos de fora!

“Ursinhos Gummi” (1985) foi o segundo seriado animado da Walt Disney; quando precisavam defender seus lares apelavam para o “Suquinho Gummi”, que dava superpoderes.
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Roteiro caprichado de “ThunderCats” (1985) agradava jovens e adultos; tanto que o desenho até ganhou história em quadrinhos.
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Não se assuste com a cara sisuda do cabeçudo; “Pinky e o Cérebro” (1995) renderam muitas risadas em suas tentativas de dominar o mundo.
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Com a ajuda dos poderes de Grayskull, “He-man” (1983) e amigos defendem o planeta Eternia das forças malignas do vilão Esqueleto.
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“Snoopy” (1983) nasceu nos quadrinhos, mas depois de muitos especiais ganhou uma série animada; seu dono é o Charlie Brown, mas até parece o contrário.
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“Caverna do Dragão” (1983 ) é inspirado no famoso jogo de RPG “Dungeons & Dragons”; tem gente que chora até hoje com o final da história.
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Três panterinhas descobrem o super-herói da idade da pedra que adora gritar “Capitão Caveeerrnaaa” (1977).
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A vida seria perfeita para “Os Smurfs” (1976) se o pentelho feiticeiro Gargamel não quisesse devorar as simpáticas criaturas azuis.
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“Duck Tales” (1987) levou para a telinha as aventuras do afortunado Tio Patinhas; ele não perdia uma oportunidade de abarrotar ainda mais sua caixa forte.
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Lá vai a triônica “Formiga Atômica” (1965); o desenho até lembra o de super-heróis modernos, exceto pelo tamanho do bem-feitor, é claro.
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Dick Vigarista e seu companheiro Muttley trapaceavam em toda prova de “Corrida Maluca” (1968), mas sempre paravam antes da linha de chegada.
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O gato malandro “Manda-chuva” (1961) fazia de tudo para se dar bem na vida ao lado de sua gangue… para desespero do guarda Belo.
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Kabong!! “Pepe Legal” (1959) é um xerife do Novo México metido a sabe-tudo, mas era o ajudante Babalu que salvava o dia.
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“As Aventuras de Tintin”, 1958, foi dos quadrinhos franceses para as TVs do mundo; o cãozinho Milu estava sempre ao lado do repórter.
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“Saída pela direita”, diria o personagem de “Leão da Montanha” (1960) se esta foto falasse; antes de ter seu próprio desenho ele era coadjuvante em “Pepe Legal”.
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Lá pelos anos de 1.040.000 A.C., muitas aventuras já agitavam a cidade de Bedrock, com as confusões de Fred, Wilma, Barney e Betty em “The Flintstones” (1960).
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Em “Scooby-Doo” (1960), um medroso dogue alemão é amigo inseparável de Salsicha; sobrava para Fred, Velma e Daphne resolver os mistérios e enfrentar os fantasmas.
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O urso simpático de “Zé Colméia” (1960) se dizia mais esperto que todo mundo e adorava roubar cestas de piquinique com seu amigo Catatau.
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“Os Jetsons” (1962) lembra um pouco “Os Flintstones”, tirando os carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado e a criada-robô Rosie.
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O Coiote só pensava em capturar o veloz “Papa-Léguas” (1966), mas as engenhocas da Acme nunca funcionavam.
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Sem diálogos e com uma trilha sonora memorável “A Pantera Cor-de-rosa” (1969) encantou famílias de todo o mundo.
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“Pica-pau” (1941) era muito amalucado e psicótico no começo, mas na década de 70 ficou um pouco mais calminho e se tornou um grande sucesso.
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Em “Cavaleiros do Zodíaco” (1986) jovens guerreiros são guiados pelas constelações; chegou ao Brasil quase dez anos depois de ter sido criado e virou mania.
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“Babar” (1989) nasceu de um conto de fadas; um pequeno elefante viaja da floresta para a cidade e começa a se vestir como homem; ao voltar para a floresta é coroado rei dos elefantes.
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Em “O Fantástico Mundo de Bob” (1990), garoto desvenda o mundo com seu triciclo e também com sua extraordinária imaginação.
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Quem não vibrou com as aventuras, a imaginação e o eterno conflito do personagem “Doug” (1991) com sua irmã Judy?
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Maior marsupial carnívoro do mundo ganhou a alcunha de demônio por causa de seus gritos noturnos, mas em “Taz-Mania” (1991) os grunhidos só fazem rir.
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Quem disse que cão e gato do campo não brigam? No desenho “Bacamarte e Chumbinho” (1964), os rivais chegavam a dar até tiros de espingarda.
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“Oh, querida Clementina” gostava de cantarolar “Dom Pixote” (1958), um dos primeiros grandes sucessos da dupla de criadores de desenhos Hanna-Barbera.

sábado, 15 de outubro de 2011

O Código da Vinci

O Código Da Vinci

CARA, este livro é MUITO FODA. Ele é muito intrigante do começo ao final. Vale a pena ver o filme tbem!!!!!
  • Sinopse
Um assassinato dentro do museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar o segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes de uma antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo Da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.
Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso professor de Simbologia de Harvard, podem desvendar.
Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeça que pode lhes revalar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorrisso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.
Mesclado com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown, consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. O Código Da Vinci prende o leitor da primeira à última página.
 

 
  • Informações técnicas
I.S.B.N.: 85-7542-113-1
Cód. de Barras: 9788575421130
Título: O Código Da Vinci
Autor: Dan Brown
Título Original: The Da Vinci Code
Série: Nenhuma
Livro: I
Editora: Sextante
Publicação: 2003
Nº de Capítulos: 105
Nº de Páginas: 423
Profundidade: 2,4 cm

TRILOGIA MUNDO DE TINTA

A autora dos livros da Trilogia Mundo de Tinta é : CORNELIA FUNKE!!!!! Ela escreveu :
  • Coração de Tinta (Tintenherz) - 2004 - Publicado no Brasil em 2006
  • Sangue de Tinta (Tintenblut) - 2005 - Publicado no Brasil em 2009
  • Morte de Tinta (Tintentod) - 2008 - Publicado no Brasil em 2010

CORAÇÃO DE TINTA

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. Quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado "Coração de Tinta". Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

SANGUE DE TINTA


Sangue de tinta dá seguimento à aventura de Meggie e seu pai, Mo, um encadernador de livros que tem o estranho dom de dar vida às palavras dos livros que lê em voz alta, fazendo seres das histórias surgirem à sua frente como que por mágica. No primeiro volume da trilogia Mundo de Tinta, a língua encantada de Mo traz à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de tinta, e acaba mandando para dentro da trama a mãe da menina. Agora, neste segundo episódio, Meggie dá um jeito de entrar ela mesma no mundo fictício de Coração de tinta, onde tem o prazer de encontrar fadas, príncipes e saltimbancos que dançam com o fogo; e o sofrimento de acompanhar as artimanhas de vilões cruéis e sem misericórdia. Uma jornada sombria, repleta de fantasia e aventura.

MORTE DE TINTA

É o livro final da trilogia de Cornelia Funke. Após as aventuras de Meggie Folchart e o seu pai, o encadernador, Mortimer entre dois mundos, o nosso próprio mundo “real” e o mundo de Tinta fantástico, os acontecimentos dos livros anteriores da trilogia, e Coração de Tinta e Sangue de Tinta, foram enormes no espaço e mostrava um verdadeiro exército de personagens, deixando Funke com muitas histórias para viver até, para não deixar um monte de pontas para amarrar, em Morte de Tinta.
Fenoglio, autor de Coração de Tinta e criador do Mundo de Tinta, ficou preso em sua própria criação, durante os eventos de Sangue de Tinta e, em seu desespero com a morte do príncipe, voltou-se para beber e jurou nunca mais voltar a escrever. Sem a mão de Fenoglio e fortemente influenciado pelas alterações feitas pelo nefasto Orfeu, à vida no Mundo de Tinta está girando fora de controle. Depois da morte de Cosme, o belo , a cidade de Ombra é regida pelo covarde Adderhead agora imortal. Com quase todos os homens de Ombra terem sido mortos durante os combates entre o exército de Cosme e as forças do Adderhead, a vida para os cidadãos desenvolve-se cada vez mais miserável.
Meggie e seu pai, Mortimer também foram atraídos para o Mundo de Tinta durante Sangue de Tinta e foram viver com o Príncipe Negro e seus seguidores fora da lei. Como os bandidos, procuram proteger o povo de Ombra do covarde Adderhead, Mortimer assume a identidade de Gaio, um bandido lendário criado por Fenoglio em Sangue de Tinta, e se junta a sua luta. Farid ainda está buscando uma maneira de trazer Dedo Empoeirado de volta dos mortos e por isso está trabalhando para Orfeu, na esperança de que ele vai escrever as palavras que livre Dedo Empoeirado das garras das mulheres brancas.

Orfeu sabe que a própria sobrevivência de Mortimer da morte deixou-lhe o poder de convocar as mulheres brancas e assim tenta fazer um acordo pelo qual ele vai escrever Mortimer e sua família de volta ao mundo real em troca de sua ajuda para ressuscitar Dedo Empoeirado. Mas sob o disfarce da Gaio, Mortimer também faz um acordo com a princesa Violante para matar seu pai, o Addheread, o tirano que Mortimer ajudou a tornar-se imortal. Enquanto isso, no mundo real, a tia de Meggie Elinor está de luto da família que perdeu dentro das páginas de Coração de Tinta e está procurando uma maneira de se juntar a eles.
Morte de Tinta é uma história realmente complexa em si mesma, bem como sendo o culminar de muitas vertentes de eventos e personagens que corria ao longo de Coração de Tinta e Sangue de Tinta. Com tanta coisa para lembrar e tantos personagens novos ou, de fato, os personagens antigos com novos nomes, os resumos fornecidos por Funke no início de Morte de Tinta foram uma bênção. De fato, enquanto Coração de Tinta e Sangue de Tinta foram claramente livros infantis, a complexidade de comprimento, e as trevas de Morte de Tinta fazem na mais adequada a um público mais velho, talvez os adolescentes (Ou antes, ou adultos) ao invés de 9 – 12 anos.
Contudo, embora Morte de Tinta tenha um ritmo um pouco lento para começar, não há nenhuma razão para que as crianças mais novas que são algo um desafio em sua leitura não pode desfrutar Morte de Tinta e, tendo em conta a imensa popularidade dos livros anteriores da trilogia, parece provável que a maioria dos leitores vai querer ver a história de Meggie até o fim.




Percy Jackson e os Olimpianos

Série de Livros

O Ladrão de Raios


Percy Jackson é um garoto de doze anos diagnosticado com dislexia e transtorno do déficit de atenção, que é constantemente expulso das escolas que frequenta, não por culpa própria. Em um de seus passeios escolares, ele vai em uma excursão num museu e causa um problema que poderia matar todos. Na excursão para o Museu Metropolitano de Arte, ele manipula a água e faz uma cleptomaníaca ruiva e sardenta chamada Nancy Bobofit que estava o irritando e implicando com o seu melhor amigo, Grover, ficar encharcada. A professora de iniciação à Álgebra, conhecida como Sra. Dodds, o leva para dentro do museu enquanto todos estão lá fora. A professora se transforma em uma das fúrias de Hades (Deus dos Mortos) também conhecidas como Benevolentes e tenta matá-lo. Para sua surpresa, o seu professor paraplégico Sr.Brunner (Quíron) o ajuda jogando uma caneta que se transforma em espada (Anaklusmos ou Contracorrente) para Percy, que consegue matar a professora. Uma noite, ele escuta seu melhor amigo, Grover (um sátiro), conversando com Quíron, seu professor. Depois de sonhos com uma águia na praia brigando com um cavalo, sua mãe lhe manda para o Acampamento Meio-Sangue, um acampamento para outras crianças com um(a) pai/mãe deus(a) grego(a). Ao chegar no acampamento, um Minotauro os ataca e captura a mãe de Percy, a levando para o reino de Hades. Não muito tempo depois de sua chegada, Poseidon reclama Perseu Jackson como seu filho em um jogo de Capture a Bandeira, logo que se regenerou na água de um ataque dos filhos de Ares e de um cão infernal. Após isso, Percy é tido como culpado pelo sumiço do Raio Mestre de Zeus por ser filho de Poseidon, com quem Zeus tem uma rivalidade. Ele tem 10 dias, ou de 11 à 21 de junho, dia do solstício de verão, para encontrar o Raio Mestre e levá-lo de volta para o Monte Olimpo. Pois se o Raio Mestre não for levado até o inicio do solstício de verão, Zeus ira declarar guerra a Poseidon. Percy parte em uma missão com seus amigos Annabeth Chase (Filha de Atena) e Grover Underwood (Sátiro), na qual ele é perseguido por diversos monstros. No início ele sugere que foi Hades (Deus do SubMundo) quem roubou o Raio, mas depois descobre que não foi ele, mas sim Ares (Deus da guerra) que por sinal roubou também o elmo de Hades, mas quem o influenciou foi Luke (Filho de Hermes) que estava sob o comando de Cronos (O tempo), o titã. Após recuperar o Raio Mestre, ele vai ao Olimpo. Lá ele encontra seu pai com o qual tem uma breve conversa. Ele se surpreende com a fisionomia dos deuses. Ele entrega o Raio à Zeus e tudo fica calmo. Ao chegar ao acampamento, Luke o convida para caçar. Na floresta Luke quase mata Percy, o atingindo com um escorpião das profundezas do Tártaro, extremamente venenoso. Luke foge do acampamento. Percy quando acorda explica tudo para Quíron. Percy quer ir atrás de Luke, mas é detido por Annabeth e Quíron que dizem que ele precisa de treinamento para enfrentar Luke e que quando estivesse pronto ele poderia ir. Annabeth decide tentar novamente morar com o pai. Percy decide que vai para casa e no próximo verão retornará para receber treinamento e ir atrás de Luke ..

O Mar de Monstros



O Mar de Monstros é o segundo livro da série. Foi lançado nos Estados Unidos em 3 de Maio de 2006 e no Brasil em 16 de Abril de 2009.

Percy tem um sonho em que Grover está sendo perseguido por um monstro e pedindo socorro, e quando Percy chega ao acampamento Meio-sangue descobre que a árvore de Thalia (filha de Zeus, que foi morta em batalha, protegendo seus amigos) foi envenenada. Percy, Annabeth e Tyson (meio-irmão de Percy e ciclope), partem para pegar o Velocino de Ouro que está com Polifemo, o Ciclope. Percy tem outro sonho com Grover e descobre que ele foi capturado por Polifemo, e está em uma ilha no Mar de Monstros, enquanto estava à procura do Deus Pã . Então Percy e Annabeth decidem pedir uma missão para salvar Grover e a árvore de Thalia, indo em direção ao Mar de Monstros, mas Quíron foi demitido. O sr. D (Dioniso, deus do vinho) decide chamar um velho amigo para ocupar esse lugar: Tântalo. Então o mesmo decide que quem irá nesta missão será Clarisse, filha de Ares, o Deus da guerra. Ela atrapalha tudo no ínicio. Annabeth, Tyson e Percy fogem do acampamento depois que Hermes (pai de Luke) os ajuda com presentes para a missão. Eles acabam indo a bordo do cruzeiro Princesa Andrômeda, que mais tarde descobrem ser o navio em que Luke está treinando monstros. Dentro do navio eles encontram um caixão de três metros, o qual contém pedaços de Cronos , o Senhor Titã . Eles conseguem fugir do navio e partem para uma ilha na qual eles encontram mais um desafio. Lá, eles encontram Clarisse e partem com ela para o mar de monstros. Quando tentam atravessar a passagem para o mar de monstros, o navio é destruido e eles se perdem de Clarisse e Tyson ( Tyson foi tentar ajudar com o motor do navio e acabou sendo perdido). Encontram mais desafios pela frente, mas logo chegam a Grover, que agora está com Clarisse. Eles enfrentam Polifemo e finalmente conseguem o Velocino de Ouro. Chegando ao acampamento, Clarisse pendura o Velocino na árvore. Alguns dias depois do ocorrido, Thalia, a filha de Zeus, é "renascida" da árvore.Assim todos confundem-se novamente, sobre a quem se refere a profecia.Percy ou Thalia.

A Maldição do Titã



A Maldição do Titã é o terceiro livro da série. Foi lançado nos Estados Unidos em 1º de Abril de 2007 e no Brasil em 15 de Outubro de 2009.

Percy, Grover, Annabeth e Thalia vão para uma escola recrutar dois poderosos semideuses (Nico di Angelo e Bianca di Angelo). Nesta missão, eles são atacados por um mantícore. As Caçadoras de Ártemis aparecem e atacam o monstro, mas Annabeth cai de um alto penhasco com ele. Mais tarde eles descobrem que Annabeth e Ártemis foram raptadas e são designados 5 heróis para uma missão: três Caçadoras e dois campistas, e Percy não estava incluído neste grupo, mas uma das Caçadoras é envenenada por uma camiseta com sangue de centauro e não pode ir, então Percy, acompanhado por Grover, Thalia e duas Caçadoras de Ártemis, Zoë Nightshade(tambem chamada de Zoe Doce-Amarga) e Bianca, agora uma Caçadora, vão para a missão resgatá-las. Bianca di Angelo se sacrifica para salvar os outros no ferro-velho de Hefesto. No final, o pai de Annabeth, o prof. Chase, aparece para ajudar; Percy salva Ártemis, que estava sustentando o céu, enquanto a deusa de Ártemis consegue distrair o titã Atlas, assim o devolvendo ao castigo de sustentar o céu. Contudo, Zoë, que é filha de Atlas, é morta por ele com um ataque e com o veneno do dragão Ladón, com isso Ártemis a transforma em uma constelação. A deusa tem que escolher outra pessoa para substituir Zoë, e Percy fica com medo que seja Annabeth, pois Afrodite aparece no meio do caminho e o faz perceber o quanto a ama. No entanto Ártemis chama Thalia, que decide-se juntar-se as caçadoras para nunca fazer 16 anos e não completar a profecia. Bessie, o ofiotauro, é levado para o Olimpo, onde os deuses decidem matá-lo. Percy os convence a deixá-lo vivo, e com a ajuda de Hefesto, Poseidon constrói um aquário para ele na sala do trono. Quando eles voltam ao acampamento, Nico, indignado com a morte de sua irmã, deixa o acampamento e revela-se um filho de Hades. E Percy ganha um novo inimigo.

A Batalha do Labirinto



A Batalha do Labirinto é o quarto livro da série. Foi lançado nos Estados Unidos em 8 de Maio de 2008 e no Brasil em 12 de Fevereiro de 2010.

No começo do livro, Percy vai à uma aula de orientação na sua nova escola, Goode. Lá, ele encontra Rachel Elizabeth Dare, uma mortal que salvara sua vida no inverno anterior, e é atacado por líderes de torcida demoníacas. Percy foge da escola e encontra Annabeth. Juntos, eles retornam para o Acampamento Meio-Sangue. Percy percebe que o Acampamento está estranho e Annabeth conta a ele sobre "O Labirinto", parte do palácio do Rei Minos em Creta que, de acordo com a Mitologia Grega, foi projetado por Dédalo. Segundo ela, Luke estava planejando usar o Labirinto para invadir o Acampamento, liderando seu exército direto para o coração da resistência dos Meio-Sangues. Ela também diz que Clarisse já havia feito investigações no subterrâneo. Enquanto isso, Percy conhece o novo instrutor de esgrima, Quintus, que possui um cão infernal gigante de estimação. Durante um jogo projetado pelo instrutor, Annabeth e Percy acabam achando a entrada para o Labirinto. Então, Quíron convoca uma missão para tentar encontrar Dédalo antes de Luke, pois o inventor era o único que possuía o fio de Ariadne, o objeto capaz de tornar a navegação possível no Labirinto.

Então, Annabeth, Percy, Grover e Tyson partem pelo Labirinto à procura do Laboratório de Dédalo. Porém, eles se deparam com muitos obstáculos, como uma esfinge e Campe, salvam Briareu (o centimano), e não conseguem encontrar uma maneira de entender e andar pelo Labirinto sem se perderem. Todavia, quando eles são encurralados por Jano, o deus da dúvida, Hera surge e diz à Annabeth que Percy sabia como achar o caminho, apesar de não perceber. A deusa também aconselha-os a visitar Hefesto, que poderia ajudá-los. Depois disso, eles encontram Nico di Angelo em um rancho, e Percy ajuda o garoto a convocar Bianca. O empregado do rancho agradece à Percy por tê-lo libertado de seu chefe e dá-lhes uma aranha de metal que os leva a Hefesto.

Percy, Annabeth, Tyson e Grover encontram o Deus dos Metais, que diz que só contará a eles sobre Dédalo em troca de um favor: eles teriam que investigar e descobrir quem estava usando suas forjas escondido. Porém, quando eles chegam ao vulcão, que é o lugar das forjas, Grover descobre um túnel que ele acha que levará até Pan. O sátiro e Tyson então, seguem por esse túnel e Percy e Annabeth continuam até as forjas, onde eles descobrem que telequines estavam forjando uma nova arma para Cronos. Percy diz à Annabeth para ela ir avisar Hefesto enquanto ele distraía os telequines. Eles se beijam antes de Annabeth partir. Percy, sem querer, explode o vulcão, onde o terrível monstro Tífon está adormecido.

Quando ele acorda, está na ilha de Calypso. Ele passa um tempo com a garota na ilha, até que Hefesto vem visitá-lo e diz que ele precisa escolher entre ficar na ilha para sempre e voltar para seus amigos. O deus também dá uma dica de como navegar no Labirinto. Depois que Hefesto vai embora, Calypso confessa à Percy que está apaixonada por ele, mas ele diz que precisa voltar. Ela dá a ele uma flor, o enlace lunar, e ele parte.

Quando Percy retorna ao Acampamento, ele percebe que todos achavam que estava morto. Não havia notícias de Grover e Tyson, o professor de esgrima Quintus estava desaparecido e ele e Annabeth resolvem continuar a missão sozinhos. Então ele pede ajuda à sua amiga mortal, Rachel. Ele havia percebido que ela podia ver através da Névoa, por isso conseguiria ver também o caminho no Labirinto logo então eles entram no labirinto e deparam com Anteu, filho de Poseidon com Gaia,Percy mata ele e salva Ethan Nakaruma que logo depois se mostra um traidor. Com ajuda de Rachel, Percy e Annabeth encontram o laboratório de Dédalo, e descobrem que o famoso arquiteto é o seu instrutor desaparecido do Acampamento. Dédalo confessa que já havia dado o fio de Ariadne à Luke. Então, Percy, Annabeth, Rachel e Nico (eles haviam reencontrado o garoto) fogem do laboratório com as asas de Dédalo. Mas eles voltam
ao Labirinto logo depois, aonde encontram uma passagem para o reino dos Titãs. Percy vê Cronos renascer dentro do corpo de Luke, Rachel se revela acertando o olho do poderoso titã com uma escova de plástico azul e Nico salva a todos. Eles fogem novamente e reencontram Grover e Tyson. Juntos, eles acham o Deus Pan, que morre em seguida, deixando-os uma mensagem. Eles retornam ao Acampamento Meio-Sangue, deixando Rachel em Nova York. Luke usa o fio de Ariadne para liderar um ataque ao acampamento. Grover vem ao salvamento e provoca um pânico para afastar o inimigo. Depois da batalha, Dédalo sacrifica-se para fechar o Labirinto, que é ligado à sua vida. Antes de morrer, porém, ele presenteia Annabeth com um laptop contendo alguns de seus projetos.

O livro termina no dia do aniversário de Percy. O namorado da mãe dele, sr. Blofis, Tyson e a mãe dele estavam lá, e Poseidon também faz-lhe uma visita, dando-lhe um dólar de areia de presente. Percy planta o enlace lunar, presente de Calypso, na sua janela e recebe a visita de Nico, que diz que sabe como Percy pode derrotar Cronos.

O Último Olimpiano



O Último Olimpiano, o quinto livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, foi lançado nos Estados Unidos em 5 de Maio de 2009 e no
Brasil em 10 de agosto de 2010.

A grande profecia diz: Um meio-sangue, dos deuses antigos filho,/ Chegará aos dezesseis apesar de empecilhos/ Num sono sem fim o mundo estará/ E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará/ Uma escolha seus dias vai encerrar/ O Olimpo preservar ou arrasar.

Após afundar o Princesa Andrômeda (numa batalha que morre Charles Berckendorf, filho de Hefesto) e desmaiar, Percy Jackson acorda no reino de Poseidon (então sob ataque do titã Oceano) volta para o acampamento meio-sangue, de onde sai em uma viagem para investigar o passado de Luke acompanhado por Nico di Angelo, que culmina no mergulho de Percy no rio Estige (e descobre que Luke também o fez antes de ser possuído por Cronos). Depois disso, Percy Jackson começa a organizar a defesa de Nova York (uma vez que os Olimpianos estão lutando contra o titã, Tifão, o Olimpo esta parcamente protegido), então começam uma série de batalhas que esgotam os defensores, que apesar de auxiliados por quase todas as estatuas da cidade não conseguem resistir a tantas baixas, porém Quíron consegue reforços e os campistas do chalé de Ares se envolvem na luta, mas mesmo assim os defensores acabam encurralados no Empire State enquanto os deuses acabam por recuar em sua luta contra Tifão até as cercanias de Manhattam, porém Hades entra na luta do lado de fora do edifício (que está protegido para impedir a chegada de reforços para a já falida resistência), logo porém Cronos e Ethan Nakamura se deparam com a resistência final: com o Olimpo em ruínas, só restava defender os Tronos de poder, no entanto a Grande Profecia não se aplica totalmente para Percy mas em parte para Luke também. Luke, possuído por Cronos, eventualmente fica chocado e volta para seu estado normal quando Annabeth lembra ele da promessa que ele fez a ela muito tempo atrás, de que eles seriam uma família. A 'lâmina maldita' da profecia era a faca que Luke deu para Annabeth, pois Luke não cumpriu a promessa de protegê-la. Poseidon entra na luta contra Tifon e os Olimpianos agora reforçados o derrotam. Luke se mata atingindo seu ponto fraco com a lâmina de Annabeth dada por Percy. A grande profecia depende da decisão de Percy de entregar a faca a Luke ao invés de lutar contra ele. Os deuses privilegiam Percy com um desejo. Percy faz os deuses prometerem pelo rio Estige que eles vão reconhecer todos os seus filhos quando fizerem 13 anos. Ele também pede para construírem chalés para os deuses menores, como Hécate e Morfeu e para os filhos de Hades no acampamento meio-sangue. Ele prefere fazer este desejo a ganhar imortalidade. Tyson torna-se General do exército de Ciclopes por desejo de Poseidon, e a arma que ele pede é um novo bastão (de beisebol). Grover recebe um lugar no Conselho de Anciãos de Casco Fendido e se torna o novo Senhor da Natureza nomeado por Dioniso e acaba desmaiando de surpresa. Annabeth começa a reconstruir o Olimpo como a nova arquiteta oficial dos deuses a pedido de sua mãe Atena e Rachel Dare se torna o novo oráculo. Percy e Annabeth se tornam um casal e depois do seu segundo beijo (o primeiro foi no labirinto)[3].

Epopeias gregas


Enquanto todos os livros dependem fortemente de mitos gregos, cada livro tem determinadas características definitivas de um ou mais mitos como o enredo central. O Ladrão de Raios tira da Odisséia, especialmente no que diz respeito ao Hotel e Cassino Lótus, bem como as aventuras do Perseu com a Medusa e de Teseu. O Mar de Monstros leva de Ulisses e os Argonautas e também do Odisséia, como Polifemo, Cila, Caríbdis e Circe fazem aparições. A Maldição do Titã inclui os feitos de Hércules, especialmente do assassinato do leão de Neméia. A Batalha do Labirinto tem histórias de Dédalo, Calypso, O Labirinto, etc. O Último Olimpiano retrata desde os primórdios dos mitos gregos sobre os Titãs, Tífão e da guerra contra os deuses, também conhecido como Titanomaquia.

Nomes divinos


Percy é um dos poucos semideuses cujo último nome não refletem sua piedosa mãe, embora seu nome não. Muitos dos campistas no Acampamento Meio-Sangue têm sobrenomes que consistem de um papel tradicional ou traço de seu pai. Outros sobrenomes são frequentemente comuns: Rodriguez, Nakamura.

  • Percy Jackson: "Percy" é um apelido para Perseu, nome verdadeiro de Percy, que era filho de Poseidon. Perseu raramente fracassava, daí o nome.
  • Annabeth Chase: "Annabeth" é um anagrama de Atena com um par de letras extras. (em inglês Athena, daí o 'th' no nome de Annabeth)
  • Clarisse La Rue: "Clarisse" é um anagrama de Ares com cartas extra. Também a rua é algo a lamentar.
  • Grover Underwood: sem o sufixo "r" Grover nome é "Grove" referindo-se ao selvagem. Além disso, Underwood contém a palavra "madeira", referindo-se às árvores. Ele é um sátiro, adorador do Pã, o deus selvagem.
  • Bianca e Nico di Angelo: "Di Angelo" significa "dos anjos", referindo-se à morte. Filhos de Hades.
  • Connor e Travis Stoll: Homônimo de "roubou". Hermes é o deus dos ladrões. Filhos de Hermes. Percy próprio o referiu, mas nenhum dos irmãos Stoll entendeu a piada.
  • Jake Mason: obras em pedra. Filho de Hefesto.
  • Katie Gardner: grafia alternativa de "jardineiro". Filha de Deméter.
  • Pólux e Castor (Sobrenome nunca revelada): Pólux é o nome de um semideus filho de Dionisio. Castor era o nome de seu irmão gêmeo semideus (que morre na Batalha do Labirinto) tambem pode ser referencia entre os Dióscuros,que se chamavam Castor e Pólux,filhos de Zeus,Pólux imortal,e Castor mortal,quando Castor Morre Pólux deseja dividir sua Imortalidade,Mostrando assim que nem a morte era capazes de separa-los
  • Lee Fletcher: a "Fletch" é para adicionar penas de uma flecha. Filho de Apolo. E pode, também, ser uma referência a Lee Adama, um personagem da série de TV Battlestar Galactica, que ficou conhecido por Capitão Apollo.
  • Michael Yew: yew é um tipo de madeira usada para fazer arcos longos. Também um filho de Apolo.
  • Silena Beauregard: literalmente, "Beauregard" significa "bom para olhar" em francês. Filha de Afrodite.
  • Will Solace: O prefixo "sol", muitas vezes refere-se ao Sol, e Apolo leva o carro do sol. Solace também significa conforto e consolo durante um tempo de tristeza. Desde que Apolo é o deus da medicina, e desde que as pessoas estão angustiadas quando na dor, este é um nome apropriado. Filho de Apolo.
  • Thalia Grace: Na mitologia Thália é o nome de uma das Cárites, também chamada de Graças. Filha de Zeus.

Personagens principais



  • Percy Jackson - Idade 12-16, semideus filho de Poseidon, o protagonista da série.
  • Grover Underwood - Idade 28-32 anos (16 na idade humana), é um sátiro, o melhor amigo de Percy e seu protetor, torna-se um Senhor do Mundo Selvagem em O Último Olimpiano.
  • Annabeth Chase - Idade 12-16, semideusa filha de Atena, a melhor amiga de Percy (Mais tarde, sua namorada). Como sua mãe, deusa da Sabedoria é muito inteligente, hábil em arquitetura e estratégia de batalha.
  • Luke Castellan - Idade 19-23, semideus, filho de Hermes, mais tarde, possuído por Cronos, se sacrifica em O Último Olimpiano para salvar o Olimpo. Vilão da série, se torna um herói no final.
  • Thalia Grace - Idade 15 (permanente), filha do grande Zeus, aparece pela primeira vez no final de O Mar de Monstros torna-se tenente de Ártemis em A Maldição do Titã e a faz imortal, com exceção da morte em combate ou quebre o juramento de jamais se envolver com um homem.
  • Nico di Angelo - Idade 10-12, semideus filho de Hades, tem rancor de Percy pela morte de sua irmã Bianca di Angelo em A Maldição do Titã, mas no final do livro A Batalha do Labirinto ele se torna amigo de Percy.
  • Tyson, o ciclope - Idade 7-10 anos (idade humana de 12-16 anos), é meio-irmão de Percy através de Poseidon. Ele aparece pela primeira vez no início de O Mar de Monstros. Atinge altas patentes do exército de Poseidon no final de O Último Olimpiano.
  • Clarisse La Rue - Idade 14-18, semideusa filha de Ares, não se dá bem com Percy ou Annabeth(embora em certas partes demonstre certo carinho pelos dois), namora com Chris Rodriguez.
  • Rachel Elizabeth Dare - Idade 14-16, a "menina mortal clarividente ", que auxilia Percy em A Batalha do Labirinto, tornando-se posteriormente o Oráculo de Delfos, tinha uma queda pelo herói da série, mas depois percebe que esse não era o seu destino.
  • Quíron - Diretor de Atividades do Acampamento Meio-Sangue, Filho de Cronos, Foi quem deu a espada Anaklusmos (Contracorrente), à Percy em O Ladrão de Raios.

 

 Livros complementares


Os arquivos do Semideus



Os arquivos do Semideus, é um livro de curiosidades da série Percy Jackson e os Olimpianos. Traz três contos inéditos, entrevistas com os campistas e imagens.[4] Foi lançado nos Estados Unidos em 2009 e no Brasil em 10 de agosto de 2010.

Semideuses e Monstros


Semideuses e Monstros é um outro livro de Rick Riordan e foi lançado em 10 de fevereiro de 2009. Com uma introdução de Riordan, que apresenta ensaios escritos por vários autores jovens e adultos que exploram, discutem, e fornecem uma visão mais aprofundada da série Percy Jackson. Em 196 páginas, contém também informações sobre os locais e personagens da série, bem como um glossário de mitologia grega.