“O Projeto é o Rascunho do amanha”

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sábado, 26 de novembro de 2011

10 ataques aéreos que mudaram a história do mundo

10 ataques aéreos que mudaram a história do mundo

“O poder aéreo pode acabar com a guerra, ou com a civilização” – Winston Churchill, 1933.
Ele estava certo, não? Manter a superioridade aérea foi um fator muito importante em todas as grandes guerras travadas desde a invenção do avião, seja as clássicas batalhas da Primeira Guerra Mundial ou os bombardeios atômicos da Segunda, até o uso mais recente de aviões contra (ou a favor) do terrorismo.
As missões calculadas de ataques aéreos começam pós-Primeira Guerra Mundial. Esta lista fala sobre dez delas, mostrando como as aeronaves militares foram fundamentais na formação da história e política do mundo. 


1 – BOMBARDEIO DE GUERNICA
O único conflito importante durante a calmaria entre as duas Guerras Mundiais na Europa foi a Guerra Civil Espanhola. Guerras implacáveis pela independência ocorreram em vários países durante décadas, mas nenhuma escalou para o status de uma total guerra destrutiva como essa.
Típica Guerra Civil: uma facção da população (os nacionalistas, liderados pelo general Francisco Franco) lutando com outra (os republicanos que estavam protegendo o governo de esquerda). E como a maioria das guerras civis, os países vizinhos viram nela uma oportunidade para intervir com suas próprias forças.
Como resultado, a União Soviética ajudou os republicanos fornecendo-lhes aviões Polikarpov e Tupolev SB-2. A Itália, sob influência de Mussolini, apoiou Franco. Os nacionalistas também pediram a ajuda de um aliado muito mais formidável: a Alemanha. A Alemanha, que estava procurando uma desculpa para desviar a atenção internacional de seu próprio rearmamento militar saltou em auxílio. Enviou quase 19 mil voluntários à Espanha, que formaram o que ficou conhecido como a Legião Condor.
Apesar de suas raízes aparentemente amadoras, os bombardeiros da Legião Condor atacaram a pequena cidade de Guernica, no norte da Espanha, em 26 de abril de 1937. Apesar de Guernica não ter nenhum valor estratégico do ponto de vista militar, este ataque de codinome Operação Rügen mudou a visão do mundo sobre o potencial do bombardeiro. Por mais de três horas, o alemão Heinkel He-111, acompanhado por combatentes, bombardeou a pequena cidade com 45.000 kg de bombas explosivas e incendiárias, dizimando quase um terço de toda a população e ferindo milhares. 70% da cidade foi destruída e os incêndios começados pelas bombas duraram três dias.
Para a Alemanha, este ataque foi um enorme sucesso porque foi uma oportunidade de testar suas próprias tropas e equipamentos. Esta foi também a primeira instância de uma tática nazista. Além disso, este ataque fez muitos outros países europeus temerem a Alemanha, cedendo às suas exigências. 


2 – BLITZKRIEG SOBRE A POLÔNIA
A guerra relâmpago sobre a Polônia começou a Segunda Guerra Mundial em 1 de setembro de 1939. O Blitzkrieg era uma espécie de estratégia de batalha nunca vista antes. Baseava-se inteiramente em velocidade, tato e surpresa, e foi especialmente concebida para gerar choque psicológico e caos em terreno inimigo.
Uma combinação formidável da força aérea alemã, apoiada por forças terrestres, provou ser muito poderosa para os poloneses mal preparados enfrentarem. A melhor aeronave do inventário polonês, o PZL P.11, foi amplamente superada pela Messerschmitt nas habilidades de manobrabilidade, velocidade e ataque.
A Polônia, no entanto, resistiu. Eles fracassaram, mas levaram um pouco da Alemanha no processo. O Ministério da Propaganda alemão afirmou que a Força Aérea polonesa havia sido destruída no primeiro dia, o que estava longe da verdade. Vários bombardeiros alemães foram destruídos e os pilotos poloneses tomaram medidas desesperadas para salvar sua nação, incluindo atacar aviões alemães sozinhos. Mas quando a União Soviética entrou pro lado da Alemanha e atravessou a fronteira da Polônia, selou o destino da nação sitiada.
A Força Aérea polonesa continuou a luta. Muitos pilotos desesperados e valentes partiram para o céu sozinhos contra enormes formações alemãs, em missões praticamente suicidas. Outros pilotos poloneses escaparam da Polônia a fim de continuar a lutar em países amigos, como França e Reino Unido.
Blitzkrieg da Alemanha sobre a Polônia foi o primeiro de uma série de ataques que mais tarde incluíram Bélgica, Holanda e França, no decurso da Segunda Guerra Mundial. 


3 – A BATALHA DA GRÃ-BRETANHA
Junho de 1940. Depois de Polônia, Bélgica, Holanda e França, Hitler decide ir com tudo para cima da Grã-Bretanha. Isso gerou uma das batalhas aéreas mais incríveis de toda a história humana e fez a fama de dois grandes caças britânicos: os caças Supermarine Spitfire e Hurricane Hawker.
O principal impedimento a uma invasão alemã da Grã-Bretanha foi o Canal Inglês e a superioridade naval britânica. Hitler decidiu, portanto, ganhar o controle primeiro sobre os céus.
Os alemães enviaram uma força de ataque gigantesca, compreendendo 1.300 bombardeiros, bombardeiros de mergulho e 1.200 combatentes. A força britânica tinha um número muito menor à sua disposição – apenas 600 combatentes (Spitfires e Hurricanes).
Mas os alemães não tinham organização e foram pegos de surpresa pela tecnologia de radar britânica que advertiu onde e quando os alemães iam atacar, antes dos ataques reais. Os ataques alemães foram confinados aos portos, campos de pouso, Instalações de Comando de Caça e estações de radar em uma tentativa de enfraquecer a defesa britânica.
Embora a Grã-Bretanha tenha perdido um grande número de jovens pilotos, os alemães sofreram ferimentos mais pesados. Cerca de 600 Messerschimtts e Heinkels foram destruídos. Os britânicos, em seguida, retaliaram com um ataque surpresa a Berlim. Isso enfureceu Hitler, que mandou atacar Londres.
O ataque sobre Londres levou a enormes baixas civis, mas deu tempo ao comando britânico de se reagrupar e reorganizar. A fortaleza mostrada pelos ingleses foi incrível e inspiradora. Toda a população parecia pronta para lutar com unhas e dentes contra todas as probabilidades.
O espírito do povo poderia ser resumido nas palavras de Winston Churchill: “Não vamos desistir nem falhar. Iremos até o fim. Lutaremos na França, nos mares e nos oceanos; lutaremos com crescente confiança e com crescente força aérea. Vamos defender nossa ilha a qualquer custo; nós lutaremos nas praias, campos de pouso, nos campos, nas ruas e nas colinas. Jamais nos renderemos e mesmo, o que eu não acredito por um momento, que esta ilha ou uma grande parte dela forem subjugadas e passem fome, então nosso império além-mar, armado e guardado pela frota britânica, vai continuar a luta”.
No final, os desorganizados caças alemães, embora em maior número, não eram páreo para os Spitfires e Hurricanes britânicos. Os alemães estavam perdendo seus combatentes mais rápido do que poderia produzi-los. Hitler cancelou o ataque e a invasão da Grã-Bretanha foi adiada indefinidamente.


4 – OS DAMBUSTERS
O Esquadrão 617 foi o mais famoso da Força Aérea Real (RAF, da Grã Bretanha) na Segunda Guerra Mundial. Eles se envolveram no ataque mais interessante da história dos ataques aéreos.
Uma missão altamente secreta, de codinome Operação Chastise, era destinada a violar três das mais importantes barragens alemães que mantinham mais de 300 milhões de toneladas de água vital para as indústrias da Alemanha. As barragens tinham pesadas defesas antiaéreas. Para fazer um ataque bem sucedido, os bombardeiros da RAF teriam que evitar o fogo antiaéreo a todo custo. A abordagem planejada foi engenhosa.
Os bombardeiros se aproximariam das barragens, mantendo-se muito (mesmo) baixos, quase deslizando sobre a superfície da água. Isto asseguraria que todo o fogo antiaéreo sobre eles não os machucaria. A bomba utilizada foi uma bomba de fiação especial que saltava sobre a superfície da água. Antes de soltar a bomba, ela seria girada até velocidades de 500 rpm, de modo que quando atingisse a água, pularia em toda a superfície em vez de afundar. A tripulação teve que liberar a bomba a exatamente 345 km/h e 18,3 metros acima da superfície da água. Além disso, a bomba tinha que tocar a superfície da água a precisamente 388 metros da parede da represa, com não mais de 6% de desvio.
A aeronave escolhida foi nada menos que a lendária Lancaster, um dos bombardeiros da RAF. 19 delas decolaram com 133 tripulantes a bordo, e com sucesso violaram duas barragens. O terceiro ataque falhou devido a dificuldades técnicas.
Os britânicos também sofreram danos. Um dos Lancasters até atingiu o mar. 8 Lancasters e 56 membros da tripulação não conseguiram voltar. No entanto, a intenção britânica foi alcançada. Na Alemanha, inundações ocorreram e a eletricidade e as ferrovias foram interrompidas. Os alemães, entretanto, foram surpreendentemente rápidos com as obras de reparação.
O esquadrão 617 ficou conhecido como “Dambusters” (“destruidores de barragens”). 


5 – PEARL HARBOR
O ataque histórico a Pearl Harbor, que fez o presidente Franklin Roosevelt proclamar que aquela data viveria na infâmia, foi um dos ataques aéreos mais súbitos e surpreendentes da história da guerra moderna.
Em 7 de dezembro de 1941, ondas de bombardeiros japoneses, apoiados por hordas de combatentes, foram avistados sobre a fortaleza naval dos EUA no Havaí, chamada Pearl Harbor. 353 caças japoneses, bombardeiros e aviões de torpedo causaram estragos a uma desavisada marinha americana.
O ataque deveria ser de natureza preventiva, impedindo os EUA de competir com os japoneses em sua conquista das Índias
Orientais Holandesas e Malásia. A marinha dos EUA sofreu uma enorme quantidade de danos. Quatro de seus navios de guerra principais foram afundados. Outros sete também tiveram o mesmo destino. Cerca de 200 aviões americanos foram destruídos e cerca de 2.500 homens foram mortos e outros milhares feridos. As perdas do Japão foram muito menores: 29 aeronaves e 5 minissubmarinos foram perdidos, e 65 homens foram mortos ou feridos.
Havia, no entanto, duas desvantagens em Pearl Harbor, que os japoneses ou negligenciaram ou conscientemente não consideraram. Uma delas foi a proximidade do porto da costa; a maioria dos navios estavam em águas rasas, o que permitiu que alguns dos navios afundados e danificados fossem recuperados e reparados, e as baixas humanas foram muito menores do que os japoneses podiam querer. A segunda desvantagem foi que três navios importantes americanos não estavam presentes em Pearl Harbor naquele momento, que se afundados teriam custado aos EUA muito mais.
O ataque a Pearl Harbor automaticamente culminou com os EUA declarando guerra ao Japão. Isto iniciou uma cadeia de alianças diplomáticas e, em breve, a Alemanha nazista e a Itália fascista tinham também declarado guerra aos EUA. A política americana de apoio clandestino a Grã-Bretanha se transformou em uma aliança ativa e poderosa, quando o país entrou na Segunda Guerra Mundial. 


6 – BOMBA ATÔMICA
Foi no final de 1944 que os EUA começaram a lançar bombardeios de grande escala ao Japão e, em maio de 1945, muitas das principais cidades japonesas estavam devastadas. No entanto, o governo americano gastou 3,18 milhões de reais e cerca de 200 mil pessoas trabalhando horas extras em um determinado Manhattan Project (Projeto Manhattan), um projeto secreto, cuja única missão era construir uma super arma, diferente de qualquer outra na história humana – a bomba atômica.
Depois de alguns testes preliminares sob a liderança do coronel Paul Tibbets, uma equipe secreta foi escolhida a dedo e recebeu treinamentos especiais para fazer apenas uma coisa – lançar a bomba atômica.
O B-29 foi a escolha automática para um bombardeiro, pois em 1944 era o bombardeiro mais avançado tecnologicamente. Quinze foram especialmente modificados para transportar a bomba nuclear. Tibbets e sua tripulação foram submetidos a um treinamento intensivo para esta missão de elite, incluindo voo de altitude, navegação de longo curso, bem como uma rota de fuga rápida. A fuga rápida era fundamental, pois a detonação da bomba atômica iria criar ondas de choque enormes.
Três alvos foram escolhidos, Hiroshima, Kokura e Nagasaki. O ataque foi marcado para agosto de 1945, desde que o tempo permitisse. Em 6 de agosto, o B-29 chamado “Enola Gay”, pilotado pelo próprio Tibbets, derrubou uma bomba, “Little Boy”, de 4406 quilos, às oito da manhã sobre Hiroshima. Quando a bomba foi detonada, o avião inteiro tremeu com as ondas de choque. Robert Lewis, copiloto de Tibbets, olhou com horror conforme a nuvem de cogumelo surgiu, e as únicas palavras que lhe escaparam foram: “Meu Deus, o que fizemos?”.
A segunda bomba, “Fat Man” (e última do arsenal dos EUA), foi lançada no dia 9 de agosto pelo B-29 denominado “Bockscar”, sobre a cidade industrial de Nagasaki. O alvo intencional era Kokura, mas as nuvens estavam encobrindo a cidade. Quando a bomba foi detonada, o Bockscar tremeu no ar, e um dos membros da tripulação disse mais tarde que era como se o avião estava “sendo espancado com um poste de telefone”.
O Japão se rendeu incondicionalmente em 14 de agosto. O fim da Segunda Guerra Mundial tinha começado, assim como a era nuclear. 


7 – GUERRA DA COREIA
A Guerra da Coreia foi um marco na guerra aérea, porque, pela primeira vez, caças participaram ativamente de batalhas aéreas. Enquanto os primeiros jatos tinham sido usados pela Alemanha nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, eles não tinham desempenhado um papel importante na guerra. A Guerra da Coreia foi a primeira que lançou avião contra avião.
A Guerra eclodiu com a Coreia do Norte invadindo a Coreia do Sul em junho de 1950. Para lidar com a agressão comunista contra a Coreia do Sul, os Estados Unidos ajudou enviando caças Mustang. A China correu ajudar os comunistas, e a União Soviética ofereceu apoio militar.
Os primeiros dias da guerra viram batalhas aéreas entre os EUA e aviões soviéticos. Mais tarde, quando as Nações Unidas intervieram em apoio à Coreia do Sul, as batalhas se tornaram mais acirradas e caças mais modernos foram trazidos.
Estes incluíram os americanos F-80 Shooting Star e F-86 Sabre, e o MiG 15 soviético. O primeiro encontro entre Sabre e MiG 15 aconteceu em dezembro de 1950, quando quatro Sabres interceptaram quatro MiGs. Mais tarde, oito Sabres derrubaram seis MiGs. A Força Aérea da Austrália também participou, enviando F-51 Mustangs e F-8 Gloster Meteors. Eles não eram, contudo, páreos para os MiGs. 


8 – OPERAÇÃO BLACK BUCK NAS MALVINAS
As Ilhas Malvinas estavam sob domínio britânico desde 1833. No entanto, a Argentina, em uma tentativa de adquirir a soberania sobre as ilhas, as invadiram em 1982. Campanhas da Grã-Bretanha para recuperar o controle perdido foram dificultadas pela distância. Uma vez que a Força-Tarefa britânica chegou ao local, teve que combater com a força aérea argentina. Era imperativo destruir a pista argentina em Port Stanley, a fim de torná-la inútil para a Força Aérea Argentina. Também, estações de radar argentinas tiveram que ser retiradas de modo que os caças britânicos poderiam atacar sem ser descobertos antes.
As missões tinham que acontecer em segredo absoluto e a partir de território amigável. Isto fez com que os britânicos deslocassem a sua base para uma pequena ilha no Atlântico, chamada de Ilha da Ascensão. Isso não era nada perto das Malvinas, e missões de bombardeio sobre distâncias tão grandes nunca tinham sido tentadas antes. O avião escolhido foi o Avro Vulcan, um bombardeiro a jato britânico da era pós Segunda Guerra Mundial.
O nome da Operação era Black Buck. A logística envolvida nas missões era surpreendente – cada ida e volta dava cerca de 13.000 quilômetros. Os aviões tinham que ser reabastecidos várias vezes.
Dois deles decolaram no dia 30 de abril de 1982, cada um com 21 bombas, escoltados por 11 aeronaves. Um desenvolveu alguns problemas técnicos e teve de voar de volta para base. A missão, portanto, se resumia a um único Vulcan.
A 40 quilômetros de distância de Stanley, começou o bombardeio final. Todas as 21 bombas foram jogadas na diagonal. A pista foi destruída e a Argentina ficou chocada. A insegurança dizia que, se bombardeiros britânicos podiam atacar as Malvinas, não havia nada que os impedia de atacar a Argentina. O país se rendeu. 


9 – OPERAÇÃO EL DORADO
Após uma série de ataques terroristas nos EUA em 1986, as agências de inteligência afirmaram ter provas “irrefutáveis” de que os incidentes tinham sido patrocinados pela Líbia. A Operação El Dorado foi a resposta dos Estados Unidos.
A operação envolveu uma missão de bombardeio, ainda mais longe do que a Black Buck. A logística das missões ficou ainda mais complicada quando França, Itália, Alemanha e Espanha se recusaram a cooperar com os EUA. Somente o Reino Unido estava disposto a dar algum território para servir como base.
O avião escolhido foi o extremamente rápido F-111. A Operação El Dorado Canyon envolveria uma ida e volta de 13 horas que exigia nada menos que doze reabastecimentos em voo.
Os 24 F-111 saíram do solo britânico em 14 de abril de 1986. Seis deles eram aeronaves de reserva. A marinha dos EUA iniciou um ataque simultâneo. Os ataques foram bem sucedidos e resultaram em danos graves nos principais alvos da Líbia, mas não foi uma missão fácil. A Defesa Aérea da Líbia estava praticamente a par com a tecnologia soviética.
O ataque acabou em pouco mais de 10 minutos e 12 F-111 voltaram ao solo britânico. A missão foi considerada um sucesso, colocando um fim aos ataques terroristas libaneses sobre os EUA. 


10 – GUERRA DO GOLFO
A Guerra do Golfo viu o uso de alguns dos bombardeiros mais avançados que existem hoje. Um dia após o prazo que a ONU tinha fixado para o Iraque se retirar do Kuwait, as forças aliadas fizeram um dos maiores ataques aéreos de todos os tempos.
A campanha foi realizada pelos EUA, Arábia Saudita, França, Itália e Kuwait, bem como por várias forças árabes.
O Lockheed F-117 foi usado nesta missão. O F-117 sobrevoou Bagdá e destruiu comandos e centros de controle. As defesas antiaéreas dispararam aleatoriamente, passando longe, porque o F-117 não podia ser visto graças à tecnologia superior.
Mais tarde, o B-52, um dos maiores bombardeiros já construídos na história, foi trazido para o ataque. Os aviões fizeram uma ida e volta de mais de 22.000 quilômetros por quase 35 horas, a mais longa viagem da época. Outros caças-bombardeiros juntaram-se ao ataque e o sistema de defesa iraquiano enfraqueceu.
No primeiro dia da Operação Desert Storm (Tempestade no Deserto), o controle do solo e as defesas antiaéreas do Iraque foram destruídos. Mais tarde, mísseis aniquilaram todas as pontes principais do país. Vinte pontes sobre o Tigre e o Eufrates foram devastadas, cortando todas as linhas de alimentação e de comunicação das forças militares iraquianas no Kuwait.
Na etapa final da Guerra, o B-52 abateu as forças terrestres iraquianas, e em 3 de março de 1991, o Iraque finalmente aceitou cessar-fogo. A Guerra do Golfo mostrou o potencial dos bombardeiros modernos em devastar países inteiros e forçar derrotas. 

Fonte: Listverse

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Revolução Cubana

A Revolução Cubana

 
    A Revolução Cubana foi o primeiro movimento que conseguiu resultados positivos contra a hegemonia norte-americana no continente.
  Após a Guerra de Independência (1895-1898), Cuba tornou-se independente da Espanha. Desde então o país esteve muito ligado aos Estados Unidos. Tornou-se um protetorado norte-americano, quando a Constituição de 1901, aceitou a inserção da Emenda Platt, que dava o direito de intervenção (inclusive militar) aos Estados Unidos. Os norte-americanos construíram uma base militar na ilha - a base de Guantánamo -, que ainda existe. Essa emenda foi revogada em 1934.
  Até meados do século XX, não houve mudanças na estrutura econômica de Cuba.  A economia continuava a ser agroexportadora, baseada no latifúndio monocultor açucareiro, e a maior parte das terras passou a ser controlada pelo capital estrangeiro, assim como a quase totalidade do setor de serviços, inclusive a rede de turismo (voltada ao turismo estrangeiro).
  Cuba tornava-se cada vez mais dependente em relação aos Estados Unidos. Em Cuba, sucediam-se (entre 1930-1940), governos repressivos, envolvidos em corrupção e crimes diversos. Essa situação permaneceu até 1952, quando Cuba era governada pelo ditador Fulgêncio Batista (foi presidente entre 1940-1944), apoiado pelos Estados Unidos. Chegou novamente ao poder em 1952, por um golpe, montando uma estrutura de governo autoritária e corrupta.
  O governo de Batista, servia de proteção a todo tipo de negociatas e práticas corruptas dos oficiais do exército, da pequena elite cubana e dos norte-americanos que mantinham negócios em Cuba. Enquanto a grande maioria da população vivia na pobreza. Os seus adversários políticos eram tratados com repressão, tortura e prisão em massa.
   Durante o governo de Batista, começou a se organizar um grande movimento guerrilheiro nacionalista, liderado por Fidel Castro. A proposta política de Fidel era derrubar o ditador Batista e acabar com a corrupção. Reuniu um pequeno grupo de homens e tentou tomar o Quartel de Moncada (em Santiago de Cuba), e dominar o restante das forças militares do país. Fracassou no ataque e foi preso.
  Dois anos depois, foi solto e exilou-se no México, onde reuniu 82 guerrilheiros e articulou o golpe que derrubaria a ditadura de Batista.
  Desembarcaram no litoral de Cuba, em 1956. Houve luta na chegada. O grupo se dispersou, só 12 conseguiram escapar e se esconder nas florestas de Sierra Maestra. Entre eles, estava o médico argentino Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuengos e Raul Castro (irmão de Fidel).
Fidel Castro
 
   Do alto da serra, através de rádio, passaram a pregar a luta contra o governo de Batista. Com ataques-surpresa a guarnições do exército e da polícia, foram conseguindo mais armas e munições.
Che Guevara
   As idéias dos revolucionários, conquistaram sobretudo o apoio dos camponeses e operários, que sofriam com salários baixos, desemprego, falta de terra, doenças e analfabetismo.
  O grupo dos 12, em pouco tempo transformou-se numa tropa que causava baixas cada vez maiores ao governo. Os revolucionários aumentavam em número e recebiam o apoio da população rural e urbana.
  Os guerrilheiros desceram a serra e se espalharam pelo país, abrindo uma frente de guerra contra o exército de Batista. Nas cidades, grupos de apoio atacavam a polícia e as instalações do exército.
  Em 1 de janeiro de 1959, comandados por Fidel Castro, Camilo Cienfuengos e Raul Castro, tomaram Havana e outras cidades importantes. Fulgêncio Batista e membros de seu governo abandonaram Havana. Os rebeldes dominaram Havana em 2 de janeiro de 1959. Um novo presidente assumiu, substituído depois por Fidel Castro, líder da Revolução. O novo governo tomou diversas medidas, entre as quais: reforma agrária, com a expropriação das grandes propriedades; nacionalização de empresas estrangeiras e dos setores-chave da economia, como combustíveis, sistema de comunicações e de energia elétrica (reduzindo as tarifas de imediato); reforma do ensino; para erradicar o analfabetismo, sendo a educação gratuita em todos os níveis. Medidas voltadas para a saúde pública, etc.
  Em 1961, Cuba optou pelo socialismo, contrariando os interesses norte-americanos.
  Os Estados Unidos reagiram à revolução cubana, com um bloqueio econômico (1959) e um golpe fracassado da CIA, a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, por uma força militar treinada e financiada pelos Estados Unidos, formada por exilados cubanos.
  A derrota norte-americana fortaleceu Fidel, que diante da ameaça dos Estados Unidos, procurou e obteve apoio da União Soviética e de outros países socialistas. Em maio de 1961, Fidel declarou que Cuba passava a ser um Estado Socialista. Num pronunciamento histórico, afirmou que adotava o marxismo-leninismo e se aproximava da URSS.
  Em 1962, houve a crise dos mísseis. O governo de John Kennedy, identificou bases de mísseis soviéticos em Cuba. Esse fato gerou uma grave crise internacional. Em outubro de 1962, John Kennedy, empreendeu um bloqueio aeronaval a Cuba. Diante da ameaça dos Estados Unidos, de usarem sua força nuclear, os mísseis soviéticos foram retirados.
  Sob influência dos Estados Unidos, a OEA (Organização dos Estados Americanos), expulsou Cuba da organização, determinando seu isolamento político e econômico.
  Ao longo do tempo, as reformas promovidas pela Revolução Cubana, mudaram o país. O analfabetismo foi eliminado; as condições de saúde melhoraram; as terras foram distribuídas aos camponeses; as tarifas de transportes e aluguéis reduzidas; a assistência médica e a educação são gratuitas.
  Com a crise dos regimes socialistas e a desintegração da União Soviética, Cuba perdeu uma importante fonte de ajuda econômica. As dificuldades da população são grandes sobretudo em relação ao abastecimento de produtos essenciais. Também, tem ocorrido manifestações de intelectuais e de outros grupos reivindicando liberdade de expressão e maior participação nas decisões políticas.
  Cuba mantém-se fiel aos princípios do socialismo, embora na esfera econômica venha adotando medidas destinadas a atrair investimentos privados do exterior.

As Cruzadas

As Cruzadas

 
  Na Idade Média, os cruzados guerrearam "em nome de Deus" por quase 200 anos.
    No final do século XI, muitos cristãos europeus, movidos por desejos de purificação, faziam peregrinações à Palestina, local onde Cristo nasceu, viveu e foi crucificado.

     Em 1071, a Palestina foi reconquistada pelos turcos otomanos, de religião muçulmana, que proibiram peregrinações ao Santo Sepulcro.
     O Papa Urbano II, os representantes europeus para um Concílio em Clermont, na França, em 18 de novembro de 1095. O papa encorajou os fiéis a desencadear uma guerra contra os "infiéis muçulmanos" - uma guerra santa, com o objetivo de reconquistar a Terra Santa.
     As expedições de reconquista foram chamadas de cruzadas, pois a cruz, símbolo dos cristãos, estava representada em suas roupas e bandeiras. O termo "Cruzadas" surgiu somente na segunda metade do século XIII. Em textos de época, as primeiras viagens são chamadas de peregrinações ou guerra santa.
     Além da questão religiosa, outros fatores levaram às cruzadas: a necessidade de novas terras para a crescente população européia; os nobres europeus sem terras que cobiçavam as riquezas do Oriente e os comerciantes europeus, principalmente das cidades italianas de Gênova e Veneza, que ambicionavam dominar o comércio de artigos de luxo e especiarias orientais.
     O papa desejava unificar a Igreja Católica, que havia sofrido uma ruptura em 1054, o Cisma do Oriente.
    Os senhores feudais apoiavam as cruzadas, pois era uma maneira de se livrarem do excesso populacional. Os reis desejavam recuperar seu prestígio.   Os comerciantes interessavam-se, pois as cruzadas eram um meio de conseguir melhores condições de navegação no Mediterrâneo, com a expulsão dos árabes.
     Entre 1096 e 1270, milhares de europeus realizaram oito expedições militares (oficiais) à Terra Santa para tentarem tirar a região do domínio turco.

   Dentre as oito cruzadas, duas destacam-se:
 
    A Terceira Cruzada, entre 1189 e 1192, da qual participaram reis importantes da época, como Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, Filipe Augusto, da França, e Frederico Barba Ruiva, da Germânia, demonstrando o nítido interesse dos reis em obter meios que lhes garantissem o fortalecimento ante a nobreza.
    A Quarta Cruzada, realizada entre 1202 e 1204, em vez de dirigir-se à Palestina, rumou para Constantinopla, conquistando-a e transformando-a em entreposto comercial entre Oriente e Ocidente.
    Mercadores da cidade italiana de Veneza abasteciam-se de valiosos produtos orientais (especiarias) em Constantinopla, comercializando-os depois no mercado europeu. Assim, o mar Mediterrâneo voltava a ser uma importante área comercial européia.
    Apesar de não ter alcançado o objetivo de libertar o Santo Sepulcro dos turcos, as cruzadas trouxeram conseqüências importantes para a Europa, como: a demonstração da unidade religiosa do Ocidente; o enfraquecimento do poder feudal e a diminuição da mão-de-obra nos feudos; a difusão dos hábitos orientais e o desenvolvimento do comércio entre Ocidente e Oriente.

A Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial

 
O Estopim do Conflito

  A Sérvia pretendia formar a "Grande Sérvia", conquistando territórios-vizinhos, mas a Áustria anexou a Bósnia-Herzegovina, antecipando-se aos sérvios. A solução austríaca foi reestruturar seus planos e expandir-se para o sul, área do Império Turco. Essas conquistas se deram com as guerras Balcânicas.
  No Império Austro-Húngaro (Áustria), ocorriam protestos realizados pelos sérvios nas recentes possessões austríacas.
  O arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa foram assassinados pelo estudante sérvio Gravilo Princip, na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina.
   Em 28 de junho de 1914, o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa, em visita oficial à Sarajevo, capital da Bósnia, foram mortos a tiros quando desfilavam pelas ruas em carro aberto. O atentado, praticado pelo estudante nacionalista sérvio Gavrilo Princip, foi o pretexto para o início do sangrento conflito que logo assumiria proporções mundiais.
   Em represália, a Áustria fez uma série de exigências à Sérvia, que não as atendeu, pois estava protegida pela Rússia. Esse fato foi o estopim da guerra.
 INGLATERRA versus ALEMANHA
   A Alemanha, desde a tomada da Alsácia e da Lorena, ricas em ferro, carvão e manganês, tornava-se um sério concorrente no mercado industrial, até então sob a hegemonia inglesa. A Inglaterra sentiu-se seriamente ameaçada quando a Alemanha planejou construir a ferrovia Berlim-Bagdá, facilitando o acesso alemão a uma região rica em petróleo.

 FRANÇA versus ALEMANHA
   Além de se ver obrigada a ceder a Alsácia e a Lorena, a França disputava colônias na África com os alemães. As divergências agravaram-se quando a França conquista o Marrocos.

 O Pan-eslavismo
   A Rússia assumiu uma postura protecionista para nações eslavas, liderando-as. Os russos também participavam da expansão imperialista ameaçando os impérios austro-húngaro e o turco.

 Alianças
    Formaram-se duas frentes, a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança.
   Os italianos, apesar da aliança com a Áustria e Alemanha, passaram para o lado da Entente (1915), pois haviam assinado tratados secretos com a França e a Inglaterra. A Itália receberia as áreas do Trento, Tirol e Ístria, sob domínio do Império Austro-Húngaro.
   Em 1915, o Japão se retira da guerra, pois já havia alcançado seu objetivo, que era conquistar os territórios alemães na China.

     Primeira fase (1914) :
   A guerra não foi rápida como se previa. Inicialmente os exércitos se envolveram em grandes batalhas que custaram milhares de vidas.
Os alemães invadiram a Bélgica e avançaram pela França.
    Em setembro, na Primeira Batalha de Marne, os franceses detêm o avanço alemão. Com o equilíbrio das forças, a guerra estaciona.
    Segunda fase (1915-1916) :
  Seguiu-se a guerra de trincheiras. Os exércitos defendiam em trincheiras as posições alcançadas. Enquanto isso, o exército alemão vencia as batalhas contra os russos.
   Essa fase caracterizou-se pelo uso de gás asfixiante, submarinos e pelas batalhas aéreas.
   Terceira fase (1917-1918):
   Por causa dos problemas internos provocados pela Revolução Bolchevique em 1917, a Rússia retira-se do conflito. Havia perdido quatro milhões de homens.
   Os Estados Unidos iniciam sua participação em 1917, preocupados em manter a estabilidade de seus negócios na Europa.
    A participação norte-americana é decisiva para a vitória da Entente.

  A temporária paz no mundo
    O povo alemão desejava o fim da guerra. Uma greve geral e um motim em Kiel fizeram o Kaiser Guilherme II abdicar. A Alemanha foi transformada em República em 11 de novembro de 1918. o novo governo assinou o armistício, arcando com o fardo de aceitar os termos da paz. O exército alemão não se considerava vencido, pois a paz foi decretada com suas tropas dentro do território francês.

  Paz dos vencedores
   O Tratado de Versalhes reuniu o presidente dos EUA, Woodrow Wilson, e os primeiros ministros da França, Georges Clemenceau e da Grã-Bretanha, David Lloyd-George.
   Os Estados Unidos, França e Inglaterra, os países vencedores, realizaram a Conferência de Paris no Palácio de Versalhes em 1919. Estabeleceu-se a paz dos vencedores e diminuía-se de forma colossal o poder alemão no mundo.
    Conseqüências das deliberações do Tratado de Versalhes:
  • Cessão de territórios.
  • Desmilitarização de regiões fronteiriças à França.
  • Diminuição dos exércitos alemães em cem mil homens.
  • Território alemão dividido por um “corredor” que dava acesso ao mar para a Polônia.
  • Danzig (cidade alemã) tornou-se porto livre.
  • A Alemanha deveria pagar uma indenização de 33 bilhões de dólares aos vencedores (quantia absurdamente alta).

    Situação do mundo após a Primeira Guerra
   O poder mundial no pós-guerra desloca-se para os Estados Unidos. A Europa estava abalada com uma guerra que deixou entre mortos e feridos 28 milhões de pessoas, ou seja, a perda de 10% de sua mão-de-obra.
   Geograficamente, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Polônia, Letônia, Lituânia, Estônia e Finlândia tornaram-se Estados independentes.

A guerra de 1914-1918
1914: do conflito local ao conflito europeu
23 de julho: a Áustria envia um ultimato à Sérvia.
25 de julho: a Rússia apóia a Sérvia.
28 de julho: a Áustria ataca a Sérvia.
30 de julho: os russos mobilizam suas tropas.
31 de julho: a Alemanha envia um ultimato à Rússia.
1º de agosto: a Alemanha declara guerra à Rússia.
2 de agosto: a França se mobiliza.
3 de agosto: a Alemanha invade a Bélgica (neutra) e declara guerra à França.
4 de agosto: a Inglaterra intervém do lado da França e da Rússia, declarando guerra à Alemanha.
Entrada dos países na guerra

Entente
Impérios Centrais
1914
 
 
 
 
 
Sérvia
Rússia
França
Bélgica
Grã-Bretanha
Japão
Áustria-Hungria
Alemanha
Turquia



1915
Itália
Bulgária
1916
Romênia

1917
Grécia
Estados Unidos

Fascismo

O Fascismo
 
   Após a Primeira Guerra Mundial, as nações européias estavam abaladas social e economicamente. A Itália, que mudara radicalmente de lado na guerra, teve um prejuízo estimado em 15 bilhões de dólares e um saldo de mortos e feridos beirando a 1 milhão e 200 mil pessoas. Como compensação, recebeu apenas o Trentino, o Tirol do Sul e a Veneza-Giulia.
Benito Mussolini
 
     A alta do custo de vida e a decadência da indústria agravaram a crise no país.
Benito Mussolini, ex-integrante das fileiras socialistas, funda o Partido Fascista em 1919. organiza milícias, as Esquadras, que combatiam os democratas liberais e os socialistas. Os fascistas usavam camisas pretas, simbolizando seu luto pela Itália.
    O fascismo tinha uma proposta ultranacionalista e totalitária. O apoio ao novo partido provinha da classe média e de parte da elite financeira. Setores da burguesia apoiavam os fascistas por temer a chegada dos socialistas ao poder.
   Os socialistas italianos ocuparam fábricas em 1920 e formavam as "Ligas Vermelhas", comunidades que lutavam pela reforma agrária. No mesmo ano, o Partido Socialista sofre uma divisão. Alguns de seus membros fundam o Partido Comunista.
   O Partido Fascista conseguiu eleger 35 deputados em 1921. Nas mesmas eleições os dois maiores partidos, o Socialista e o Popular (católico), não conseguiram formar um governo. Em protesto, a Confederação Geral do Trabalhador convoca uma greve geral.
   Aproveitando a confusão, Mussolini, acompanhado dos "camisas pretas", realiza a marcha sobre Roma em 1922. Victor Emanuel III, pressionado por simpatizantes do fascismo que integravam a Casa Real, nomeou Mussolini como primeiro-ministro. O líder fascista assume o título de duce (condutor).
  A popularidade do fascismo crescia. Em 1924, os fascistas conquistaram 75% das cadeiras do Parlamento. Com maioria absoluta, Mussolini extingue os partidos de oposição, prende seus opositores e reforma a constituição.
   Mussolini busca a recuperação econômica da Itália com o incentivo a obras públicas para diminuição do desemprego, mas proíbe qualquer reivindicação trabalhista. Cria o Estado do Vaticano em 1929, assinando com a Igreja o Tratado de Latrão. Torna-se aliado da Alemanha Nazista em 1936, formando o eixo Berlim-Roma na busca do expansionismo italiano.

Nazismo

O Nazismo
 
 Tendo que pagar severas reparações de guerra determinadas pelo Tratado de Versalhes, a Alemanha enfrentava uma situação muito difícil.
Com o término da Primeira Guerra, Guilherme II, imperador da Alemanha, abdica. Uma nova constituição foi aprovada em 1919, criando a República de Weimar.
 O primeiro presidente eleito foi Friedrich Ebert, em meio a uma agitada situação política e grave crise econômica.
  Nesta época, a Alemanha teve os maiores índices inflacionários da história, que levaram os operários e a classe média a um empobrecimento crescente.  Era necessário levar sacolas de dinheiro para as compras, pois um pão no começo do ano (1923) custava 250 marcos, chegando alguns meses depois a 200 bilhões de marcos.
 O governo da República de Weimar não conseguia estabilizar a economia e sofreu diversas tentativas de golpe. O Partido Nazista tenta chegar ao poder em 1923 em um golpe fracassado. Seu líder, Adolf Hitler, é condenado a cinco anos de prisão, mas foi libertado depois de um ano. Na prisão, escreveu o livro Mein Kampf (Minha Luta), que seria o manual básico dos nazistas.
    Nazi era a sigla do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

ALGUMAS IDÉIAS DEFENDIDAS POR HITLER:
-manutenção da pureza na raça alemã (ariana).
-combate à influência dos judeus, considerada nefasta.
-reunir a Alemanha em um Reich (império).
-expandir os domínios territoriais.

  Aproveitando o agravamento dos problemas econômicos com a crise de 1929, o Partido Nazista chega ao poder em 1933. Hitler é nomeado primeiro-ministro (Chanceler). Setores da burguesia, temendo um possível levante comunista, apóiam o Partido Nazista.
 Os comunistas são acusados pelo grande incêndio ocorrido no Reichstag (Parlamento). Em represália, o Partido Comunista é colocado fora da lei.
Hitler persegue seus opositores com Tropas de Choque (SA), Tropas de Assalto (SS), Polícia Política (Gestapo) e estabelece censura à imprensa.
 
 Com a morte do presidente Hindenburg em 1933, Hitler passou a acumular os cargos de presidente e primeiro-ministro. Assume o título de Führer (Guia). Tem início o chamado III Reich (Império) alemão.
 A primeira grande manifestação anti-semita ocorre em 1934 na "Noite dos Longos Punhais". Estabelecimentos comerciais e sinagogas foram atacadas por milícias nazistas, com a anuência do governo.
 O incentivo a obras públicas, com a intervenção do Estado e o estímulo à indústria, especialmente a de armamentos, eliminou o desemprego, conquistando assim a opinião favorável de amplos setores da sociedade.
Adolf Hitler